- Semana da Tontura ocorre de 20 a 26 de abril, com o Dia Nacional da Tontura em 22 de abril, promovida pela Academia Brasileira de Otoneurologia e pela ABORL-CCF.
- A campanha de 2026 destaca a tontura de origem metabólica, ligada a diabetes, hipoglicemia, resistência insulínica, disfunções da tireoide, alterações hormonais, anemia, dislipidemias e deficiência de vitaminas.
- A Dra. Andréa Pires de Mello explica que a tontura é um sintoma com várias origens e que a labirintite, embora comum no imaginário, é condição rara e nem sempre responsável pela tontura.
- A orelha interna depende de equilíbrio metabólico estável; mudanças no organismo podem afetar o sistema de equilíbrio e aumentar o risco de quedas.
- A orientação é buscar avaliação médica para diagnóstico preciso; mudanças no estilo de vida e no controle metabólico podem ajudar, mas alguns casos demandam intervenção rápida, como AVC, doenças cardíacas, tumores e hemorragias.
A Semana da Tontura, que ocorre de 20 a 26 de abril, alerta para o risco de alterações metabólicas que podem desencadear tonturas. A iniciativa enfatiza a importância do diagnóstico médico para orientar o tratamento adequado.
O Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 de abril, marca o início da campanha. A promoção é realizada pela ABON e pela ABORL-CCF, com atividades previstas até o dia 26 de abril.
A Organização Mundial aponta que a tontura atinge cerca de 30% da população mundial, sendo um sintoma com diversas causas clínicas que requerem investigação cuidadosa.
Metabolismo e tontura
A pedição destaca que nem toda tontura está relacionada à labirintite, termo comum que descreve inflamação da orelha interna e é considerado raro. A expressão popular labirintite não representa a maioria dos casos.
A tontura é vista como um sintoma com múltiplas origens. Diversos fatores podem provocar vertigem, sensação de instabilidade e outros sinais, exigindo avaliação especializada para cada quadro.
Entre as condições associadas à tontura de origem metabólica estão diabetes, hipoglicemia, resistência insulínica, disfunções da tireoide, alterações hormonais, anemia, dislipidemias e deficiência de vitaminas.
A orelha interna depende do equilíbrio metabólico para funcionar. Alterações no organismo podem interferir diretamente no sistema de equilíbrio, segundo a médica envolvida no tema.
Os sinais mais frequentes incluem tontura recorrente, vertigem, sensação de cabeça vazia, ouvido tampado, pressão na cabeça, zumbido, fraqueza e maior risco de quedas.
Abordagem clínica e prevenção
Mudanças no estilo de vida costumam acompanhar o tratamento de tontura. Ajustes na alimentação e no controle metabólico costumam reduzir os sintomas.
A campanha também alerta para a condução inadequada de casos de tontura. A falta de avaliação médica pode atrasar diagnósticos importantes, inclusive de quadros que exigem intervenção imediata.
A orientação é investigar a tontura de forma criteriosa. A tontura deve ser tratada como sintoma que requer diagnóstico médico para definir a causa e o tratamento adequados.
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