- Projeto Wild Gnomos, na região de Ourense, Galiza, constrói uma casa de madeira de cerca de 30 metros quadrados, sem cimento e sem equipe de obra.
- A estrutura fica apoiada em pilares de tronco sobre bases de pedra, mantendo a madeira afastada do solo e reduzindo impactos ambientais.
- A madeira recebe tratamento com carbonização superficial, usando a técnica japonesa Shou Sugi Ban, para resistência a fungos sem químicos.
- A captação de água da chuva é principal fonte de abastecimento, somando ainda poço no terreno e um riacho próximo; a energia é fornecida por painéis solares off-grid.
- O projeto prevê futuras cabanas para turismo ecológico e produção de mirtilos, combinando moradia, agrocore e hospedagem sustentável.
A cabana de 30 metros quadrados na Galícia demonstra que é possível construir uma casa de madeira do zero sem cimento, sem máquinas pesadas e com captação de água da chuva. O projeto Wild Gnomos envolve uma casa de madeira erguida em terreno de Ourense, com manejo cuidadoso para manter a madeira longe da umidade do solo e sem rede elétrica.
O criador, que já viveu nos Açores, Portugal, retornou à Galícia para acompanhar cada etapa. A construção ocorre em uma área de relevo irregular, com carvalhos, bétulas e um riacho que corta o vale, sem infraestrutura urbana próxima. A obra é acompanhada por seguidores que assistem aos vídeos e transmissões ao vivo.
Estrutura e técnicas adotadas
A casa principal tem cerca de 30 m². Em vez de fundação de concreto, utiliza pilares de tronco apoiados em bases de pedra, reduzindo o contato com o solo e o impacto ambiental. O esqueleto é formado por troncos e vigas ajustados manualmente no local.
A madeira recebe tratamento por carbonização superficial, conhecido como Shou Sugi Ban ou Yakisugi, com acabamento com óleo natural. A técnica, com mais de 300 anos de história no Japão, aumenta a resistência a fungos sem químicos.
Autossuficiência hídrica e energética
O telhado prioriza a captação de água da chuva, com reservatórios para armazenamento. Além disso, há um poço escavado na propriedade e um riacho que percorre o vale, garantindo fontes naturais. Painéis solares fornecem energia suficiente para iluminação e pequenos equipamentos, sem conexão à rede elétrica.
Futuro do projeto e impactos
O projeto prevê a construção de novas cabanas para turismo ecológico e a produção agrícola de mirtilos na região, ampliando o alcance sustentável da iniciativa. A proposta integra moradia, cultivo e hospedagem, seguindo modelos de pequenas propriedades rurais europeias.
Por que atrai tanto interesse
A transparência do projeto é um diferencial: todo o processo é documentado em vídeos e transmissões, desde a chegada da madeira até o acabamento. A combinação de técnicas antigas com tecnologia solar e captação de água transforma uma cabana simples em referência de construção sustentável.
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