- Elizabeth Banks, atriz de Hollywood e defensora da saúde feminina, investe na Cadence OTC, que oferece acesso de compra de contracepção de emergência e alívio para UTIs, com objetivo de ampliar distribuição em lojas de conveniência nos EUA.
- Ela relata dificuldade de renovação de métodos contraceptivos e de acesso à saúde durante viagens, incluindo a prática no Canadá, onde o remédio de controle de natalidade era limitado a um mês por vez.
- O contexto envolve a decisão Dobbs v. Jackson, que derrubou o direito ao aborto nos EUA, com estudos apontando que estados com leis mais rígidas costumam ter menos suporte à saúde materna.
- Dados citados mostram desertos de atendimento materno em Arkansas (52,5%) e Oklahoma (49,2%), onde há menos profissionais de obstetrícia e centros de parto.
- Banks também aborda temas de autonomia feminina em sua nova série The Miniature Wife, destacando a minimização de desejos e necessidades das mulheres e a importância de ampliar o acesso à saúde e à linguagem sobre o tema.
Elizabeth Banks ampliou o debate sobre saúde sexual e acesso a cuidados reprodutivos em conversa marcada por referências a experiências pessoais e iniciativas em andamento. A atriz, de 52 anos, mantém atuação como defensora do tema e investe em Cadence OTC, empresa que oferece acesso OTC a pílula de contracepção de emergência e a alívio para infecção urinária. A entrevista ocorreu em Nova York, durante encontro com um grupo de mulheres, com Banks refletindo sobre barreiras enfrentadas.
Banks explica que, em diferentes países, o sistema de controle de natalidade nem sempre acompanha a realidade de quem precisa dele. A atriz comentou sua experiência no Canadá, onde, ao renovar o uso de contraceptivos para controlar sintomas da menopausa, encontrou regras restritivas que obrigavam a aprovação mensal e consultas frequentes. Ela aponta a dissonância entre necessidades femininas e procedimentos médicos.
A discussão contextualiza o panorama pós Dobbs v Jackson, decisão da Suprema Corte que derrubou Roe v Wade e mudou o arcabouço legal sobre aborto nos EUA. Pesquisas apontam que estados com leis mais rígidas geralmente apresentam menor apoio à saúde materna, com desertos de atendimento obstétrico em diversos territórios. Dados destacam regiões sem provedores ou centros de parto, o que acarreta impactos no acesso a cuidados médicos.
Cadence OTC e acesso a medicamentos
Banks, como investidora, defende a presença de produtos de contracepção e de alívio de UTI em pontos de conveniência, ampliando o alcance em áreas com pouca oferta de farmácias. Em centenas de condados norte-americanos não há farmácias, e quase 4,8 milhões de pessoas vivem em áreas com baixa cobertura de serviços farmacêuticos. A estratégia envolve reduzir barreiras de acesso por meio de pontos de venda alternativos.
O grupo também aborda o tema da pílula do dia seguinte, que atua atrasando a ovulação para impedir a fertilização após relação sem proteção. A Cadence trabalha com a FDA visando tornar a pílula anticoncepcional de uso contínuo disponível sem prescrição, facilitando o acesso com orientação médica adequada.
Desafios da saúde feminina
The Miniature Wife, série da Peacock em que Banks atua, aborda autonomia feminina e a percepção de que desejos e necessidades são minimizados. A trama acompanha Lindy Littlejohn, escritora que, ao ser encolhida, passa a refletir sobre a invisibilidade imposta às mulheres. Banks ressalta a importância de ampliar o debate sobre linguagem, acesso e conversa pública como forma de empoderamento.
A atriz comenta ainda que está em menopausa e vivencia mudanças físicas associadas a essa fase, destacando que a discussão sobre saúde da mulher tem ganhado espaço público, especialmente entre mulheres com segurança econômica para reivindicar serviços adequados.
Experiências pessoais e mobilização
Em relatos pessoais, Banks mencionou um episódio durante a adolescência em que ajudou um ex-namorado a orientar a nova parceira sobre uso de contracepção de emergência. Ela também mencionou dificuldades ao acessar pílulas anticoncepcionais durante viagens, destacando que, mesmo com recursos, o acesso pode ser complexo. A conversa reforça a percepção de que muitos obstáculos persistem, independentemente do status financeiro.
A defesa de Banks busca reduzir barreiras institucionais e ampliar opções para mulheres em diferentes estratos sociais, promovendo maior autonomia sobre o próprio corpo. A pauta enfatiza a necessidade de políticas públicas que assegurem acesso rápido e confiável a métodos contraceptivos, orientação médica e serviços de saúde reprodutiva.
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