- A Polícia Federal pediu a conversão das prisões temporárias em preventivas após o STJ manter habeas corpus, resultando em prisões preventivas para 36 investigados e três em prisão domiciliar.
- O grupo é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema bilionário envolvendo bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ao exterior, com movimentação acima de R$ 1,6 bilhão.
- MC Ryan SP permanece preso no Centro de Detenção Provisória Belém, em São Paulo; a esposa do artista, Giovana Roque, foi ao CDP e chorou ao saber da continuidade da prisão.
- A PF aponta risco de continuidade das atividades criminosas e de interferência nas investigações, com possibilidade de destruição de provas.
- O caso teve início na Operação Narco Bet/Narco Fluxo, apoiado por indícios encontrados no backup do iCloud que ajudaram a mapear a organização e suas ligações entre operadores, empresas de fachada e influenciadores.
A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira (23) a continuidade da prisão dos investigados após o STJ ter concedido habeas corpus. A PF aponta novos elementos que sugerem risco de continuidade criminosa em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, ligado a apostas, rifas clandestinas, drogas e empresas de fachada. O grupo é suspeito de movimentar mais de 1,6 bilhão de reais.
O MC Ryan SP, identificado como líder, segue preso no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo. A decisão judicial manteve a prisão preventiva de várias pessoas e converteu prisões temporárias em preventivas, com três mandados de prisão domiciliar. A defesa afirma ilegalidade das prisões anteriores.
A investigação começou com provas reunidas na Operação Narco Bet, desencadeada após a Narco Vela. A PF analisou arquivos do iCloud do contador Rodrigo Morgado, apontando uma organização criminosa dedicada à lavagem de dinheiro por meio de contas, empresas de fachada e uso de criptomoedas.
O que mudou com o habeas corpus
A decisão do STJ contestou o decreto de prisão temporária, considerado legalmente inadequado pelo relator Messod Azulay Neto. Em seguida, o Ministério da Justiça converteu as prisões, mantendo 36 investigados em prisão preventiva e 3 em prisão domiciliar.
Entre os envolvidos estão contadores, operadores financeiros, gestores de empresas de fachada, criadores de páginas de divulgação e influenciadores. A lista oficial inclui nomes como Rodrigo Morgado, Ryan Santana dos Santos (MC Ryan SP) e Tiago Oliveira, entre outros.
Como a pandemia de dados ajudou a polícia
A PF afirma que o backup do iCloud permitiu cruzar extratos, comprovantes, mensagens e documentos financeiros. Esse material foi considerado crucial para mapear a relação entre operadores, empresas de fachada e pessoas ligadas aos supostos golpes.
Com a revisão, novas buscas foram autorizadas para apreender dados armazenados em nuvem, além de celulares, HDs e notebooks. A defesa de MC Ryan SP sustenta a necessidade de rever prazos e a legalidade das medidas anteriores.
Contexto da investigação
A linha de apuração envolve apostas ilegais, operações com criptomoedas e remessas ao exterior. A PF aponta que o dinheiro era dividido em várias contas para dificultar o rastreamento e era processado por meio de empresas de fachada e laranjas.
O caso permanece em andamento, com decisões judiciais acompanhadas pela imprensa. Não houve fornecimento de data de soltura por parte da Secretaria de Administração Penitenciária.
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