- Furtos de celulares caíram mais de cinco por cento no primeiro bimestre em São Paulo, enquanto roubos recuaram quase vinte e sete por cento.
- A queda não diminuiu a prática, pois o furto é classificado como de menor potencial ofensivo, com pena de até quatro anos em regime aberto.
- Muitos criminosos publicam as ações nas redes sociais; a avaliação é de que, em regra, são jovens reincidentes.
- Os golpes são rápidos, muitas vezes com bicicletas, explorando distrações de pedestres e motoristas; há registro de filmagem ou transmissão do crime em tempo real.
- Vítimas relatam a rapidez dos ataques e destacam a existência de uma cadeia de compra e venda de aparelhos roubados.
Os furtos de celulares registraram queda de mais de 5% no primeiro bimestre deste ano no estado de São Paulo, enquanto os roubos recuaram quase 27%. Apesar da redução, a prática continua presente no cotidiano, com relatos de velocidade na ação e uso de bicicletas.
Especialistas apontam que o furto costuma ter menor potencial ofensivo, com pena de até quatro anos em regime aberto. Além disso, criminosos costumam publicar as ações nas redes sociais, ampliando a visibilidade do crime. O delegado Alexandre Dias afirma que, em geral, os envolvidos são jovens reincidentes desde a adolescência.
Os ataques são descritos como rápidos, ocorrendo muitas vezes com apoio de bicicletas e aproveitando distrações de pedestres ou motoristas. Em flagrantes, há casos em que os criminosos filmam a ação e chegam a transmitir o furto em tempo real. Um episódio ocorreu na zona oeste da capital, quando um suspeito se aproximou da vítima na calçada e levou o aparelho.
Desdobramentos e contexto
Autoridades ressaltam que a prática está ligada a uma rede de compra e venda de aparelhos roubados, o que potencializa a reincidência. Vítimas relatam a surpresa e a rapidez dos ataques. Em Suzano, uma corredora teve o celular furtado durante a prática de exercício, sem perceber a aproximação de dois indivíduos em bicicleta. Em outro caso, um idoso se machucou ao tentar recuperar o aparelho.
As informações indicam a necessidade de medidas de prevenção e maior atuação policial para coibir a prática. Não há indicativos de mudanças significativas na legislação para o tema neste momento, mas o estudo dos casos continua para mapear pontos críticos e horários de maior incidência.
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