- Lorrayne Mavromatis, ex-executiva da MrBeast Production, afirma ter sofrido assédio sexual e moral e discriminação de gênero durante três anos, envolvendo a alta direção e o próprio Jimmy Donaldson.
- A denúncia diz que ela foi entrevistada pelo CEO James Warren e pelo youtuber no mesmo dia da contratação, com encontros abusivos na casa do CEO.
- Ela relata ter sido chamada de “burra” e que as queixas teriam sido descartadas, levando-a a adotar roupas largas e evitar chamar atenção no ambiente de trabalho.
- Em novembro de 2023, apresentou queixa à chefe de recursos humanos, Sue Parisher; dois meses depois foi informada de que as acusações eram infundadas, foi rebaixada e transferida para cargo de gerência intermediária.
- Em 2025, segundo a defesa, houve a abertura de processo judicial contra a MrBeast Production no Distrito Leste da Carolina do Norte, após a queixa à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC).
Lorrayne Mavromatis, ex-executiva da MrBeast Production, abriu ação trabalhista no âmbito da empresa ligada ao youtuber MrBeast após relatos de assédio e discriminação. O processo envolve a companhia e aponta condutas da alta direção ao longo de três anos. O caso também envolve a demissão da profissional após licença-maternidade.
Segundo o relato, a brasileira foi contratada para desenvolvimento de conteúdo e estratégias de redes sociais e passou por entrevistas com o CEO da MrBeast Production e com o próprio youtuber. A denúncia traz ainda relatos de assédio moral e sexual envolvendo executivos.
A denunciante alega que o ex-CEO James Warren, primo de MrBeast, a obrigava a encontros privados em sua residência, com comentários sobre a aparência dela e atitudes que colocavam o youtuber em desconforto físico. A acusação descreve situações de discriminação de gênero.
A narrativa destaca humilhações públicas, ofensas e desrespeito à equipe, além de relatos de conduta tóxica de colegas. Mavromatis afirma ter sido chamada de inadequada após sugerir negócios para a empresa e ter suas queixas ignoradas.
A influenciadora relata mudanças comportamentais para evitar o ambiente hostil, como uso de roupas largas e busca por menor exposição. O processo também cita episódios envolvendo a reação de executivos a reclamações sobre conduta de colegas.
Detalhes do processo e desdobramentos
A defesa afirma que a queixa foi apresentada perante a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego em novembro de 2025 e que, dois meses depois, houve rebaixamento de cargo e transferência. Alega ainda que as acusações foram consideradas infundadas pela empresa.
Segundo o relato, a gravidez intensificou o conflito. Alega que houve acordo para permanecer trabalhando até o parto e tirar licença-maternidade depois, o que não ocorreu. A profissional diz ter retornado ao trabalho durante o parto e viajar pouco tempo após o nascimento.
Na narrativa, a demissão ocorreu duas semanas após o retorno do período de licença, com justificativa de que o perfil da função exigia outra composição de equipe. Alega que foi informada de não manter o alto nível de qualificação exigido.
A CNN Brasil confirmou ter tentado contato com a defesa de Lorrayne e com a MrBeast Production para comentar o caso; as tentativas seguem abertas. Não houve, até o fechamento, resposta oficial das partes envolvidas.
Sob supervisão de Carolina Figueiredo, o material acompanha a denúncia apresentada e os desdobramentos jurídicos envolvendo a empresa e o youtuber, com foco em apurar os fatos e esclarecer responsabilidades.
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