- Justiça pronunciou o soldado Luan Felipe Alves Pereira para júri popular, por tentativa de homicídio, em relação à vítima lançada de uma ponte na zona sul de São Paulo.
- A denúncia foi aceita pelo Ministério Público em janeiro de 2025 e a decisão, assinada pela juíza Fernanda Oliveira Silva, ocorreu na terça-feira (14); Pereira responde em liberdade.
- A defesa tentou desclassificar o crime para lesão corporal ou abuso de autoridade, mas a Justiça manteve o enquadramento de tentativa de homicídio.
- Os laudos de lesões e periciais indicam a materialidade do crime; o lançamento da vítima ocorreu de forma abrupta, dificultando a defesa.
- Pereira alegou que estava com a cabeça cheia, se sentiu ameaçado durante a abordagem e afirmou não ter a intenção de matar; a data do julgamento ainda não foi definida.
A Justiça determinou que o soldado da Polícia Militar Luan Felipe Alves Pereira seja julgado por tentativa de homicídio em júri popular, pelo episódio ocorrido em dezembro de 2024 na zona sul de São Paulo. A denúncia do Ministério Público foi acatada pela Justiça, que pronunciou o policial para o julgamento. Pereira responde em liberdade.
Segundo a denúncia, a vítima foi lançada de uma ponte na rua Padre Antônio de Gouveia, em Cidade Ademar, durante abordagem de policiais militares. A materialidade do crime ficou comprovada por laudos de lesões e periciais, que indicam que a vítima foi arremessada de forma abrupta, dificultando sua defesa.
A vítima relatou que, ao avistar os policiais, abandonou a moto durante a passagem de um baile funk na região. Ela afirmou ter sido atingida com cassetete e, já no solo, segurada pelos dois agentes antes de ser lançada da ponte, após ordenação de pular sob ameaça. O relatório de pronúncia aponta que o ato ocorreu em meio à resistência observada na abordagem.
Pereira, que atuava na Rocam, afirmou ter realizado várias abordagens naquele dia, inclusive a recuperação de motocicletas, dentro do baile funk. Conforme seu depoimento, ele estava com a cabeça cheia e percebeu uma ameaça durante a busca, o que, segundo ele, motivou a projeção. O policial disse ainda desconhecer a presença de filmagens no momento e afirmou que todos os colegas estavam com câmeras ligadas.
A defesa pleiteou a desclassificação do crime para lesão corporal ou abuso de autoridade, mas a Justiça manteve a tipificação de tentativa de homicídio. A vítima mudou de endereço por medo, após os fatos, e recebeu atendimento médico pelas lesões relatadas. A data do júri ainda não foi anunciada pela Justiça.
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