- Vídeo de câmera de segurança mostra os últimos momentos de Carolina Flores Gómez no apartamento em Polanco, Cidade do México, com a sogra Erika María e o marido Alejandro presentes; seis tiros são ouvidos após uma conversa entre a ex-miss e Erika María.
- O marido entra com a filha de oito meses no colo e questiona: “O que foi isso?”, enquanto ele recebe a resposta: “Nada, ela só me irritou”. Em seguida, a mãe sai do cômodo.
- A polícia informou que a investigação começou tratando o caso como homicídio; activists e familiares contestaram a condução, cobrando reeavaliação para feminicídio.
- A sogra, Erika María, de 63 anos, continua desaparecida; o marido afirmou que a mãe dele foi a autora do crime. Arma de fogo, sete cápsulas deflagradas e quatro balas deformadas foram apreendidas pela polícia.
- Não houve prisão até o momento; após protestos, as investigações seguem o protocolo para feminicídio.
A ex-miss mexicana Carolina Flores Gómez foi morta a tiros dentro de um apartamento de luxo na Cidade do México. O caso ganhou contornos ao aparecer um vídeo de câmera de segurança que registra os momentos finais da vítima e a presença da sogra, Erika María, e do marido, Alejandro, na cena do crime. A morte ocorreu no bairro de Polanco, em contexto ainda sob apuração pelas autoridades.
As imagens mostram Carolina e a sogra conversando em tom não inteligível, antes de a modelo entrar em um cômodo acompanhada pela mulher. Em seguida, o casal sai de quadro e são ouvidos seis disparos. O marido entra no cômodo após a mulher, segura a filha de oito meses e pergunta o que houve.
O marido é visto segurando a criança e questiona a situação; a sogra responde que não houve o que aparenta. A discussão entre a mãe de Carolina e o marido ocorre no interior do apartamento, enquanto a família e ativistas protestam contra a condução da investigação.
Segundo a investigação, o marido informou às autoridades sobre a morte apenas no dia seguinte, ao comparecer ao Ministério Público da Cidade do México. A polícia apreendeu uma arma de fogo, sete cápsulas deflagradas e quatro balas deformadas na residência. O paradeiro da sogra de Gómez, de 63 anos, é desconhecido.
Entenda o caso
Parentes da ex-miss e grupo de defesa ganharam notoriedade ao cobrar mudanças no andamento das apurações. O Ministério Público inicialmente tratou o caso como homicídio, gerando críticas de organizações feministas que pedem a reclassificação para feminicídio. A linha de investigação passou, então, a seguir o protocolo de feminicídio.
O apartamento fica em uma área nobre da capital mexicana, onde a vítima vivia com o marido e a filha recém-nascida. A família da ex-miss Baja California também acompanha o caso, pedindo transparência e rapidez nas ações policiais. Até o momento, não houve prisões relacionadas aos fatos.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias, autoria e motivação do crime. Técnicos periciam o local, analisam as imagens e ouvem testemunhas para confirmar as versões apresentadas. As autoridades não divulgaram novos detalhes sobre linhas de apuração.
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