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Brasil registra 546.254 afastamentos por saúde mental

Afastamentos por transtornos mentais sobem 15,6% em 2025; ansiedade e depressão lideram, 63% são mulheres, com foco em jornadas de trabalho e Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1)

Foto: Sinconverg / DINO
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  • O Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais em 2025, conforme a Previdência Social.
  • Houve alta de 15,6% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios por incapacidade temporária.
  • Os diagnósticos mais frequentes foram transtornos de ansiedade e episódios depressivos.
  • Mulheres representaram cerca de 63% dos afastamentos.
  • O tema ganhou espaço no debate sobre saúde mental no trabalho, com destaque para a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 sobre riscos psicossociais e organização do trabalho.

O Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais em 2025, segundo dados da Previdência Social. O número representa um aumento de 15,6% frente a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios por incapacidade temporária relacionados a essas doenças.

Entre as causas mais comuns estão transtornos de ansiedade e episódios depressivos, que lideram as concessões. O levantamento aponta também que as mulheres respondem por cerca de 63% dos afastamentos.

O debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho cresce junto com a divulgação dos números. Especialistas destacam fatores como jornadas prolongadas, pressão e organização do trabalho como influentes no bem-estar dos funcionários.

Causas e fatores no ambiente de trabalho

Para Maurício Briquinho, líder sindical, a forma de organizar o trabalho é central para entender o aumento. Ele cita a possibilidade de mudanças na escala de trabalho como medida para reduzir desgaste.

Especialistas enfatizam a necessidade de reforçar a identificação de riscos psicossociais e a gestão de jornadas, conforme a NR-1. A norma dialoga com a importância de reduzir pressão e promover equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Perspectivas e políticas públicas

O tema também ganha impulso na agenda regulatória, com foco na prevenção e nas condições laborais. Pesquisadores afirmam que a tendência é manter a atenção sobre saúde mental, exigindo ações contínuas nas empresas e políticas públicas adequadas.

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