- Estudo Demografia Médica 2025 mostra que as capitais concentram quase quatro vezes mais médicos por habitante que o interior (6,97 por mil contra 1,9).
- No interior, idosos enfrentam deslocamentos maiores para acessar saúde; exemplo: Eronildes, 64, em Campinas, aguarda há seis anos por cirurgia no ombro pelo SUS.
- Em Autazes, Amazonas, Maria da Silva, 71, precisa viajar para Manaus para tratamento de câncer do colo do útero, com trajeto que pode levar mais de 12 horas e custo de deslocamento de até R$ 400 por ida.
- Apesar dos desafios, o interior oferece menos violência, menos trânsito e melhor qualidade do ar, fatores que podem favorecer a saúde mental e a qualidade de vida.
- Em São Paulo, Lurdes Santos, 75, tem acesso relativamente fácil aos serviços, mas aguarda há cerca de um ano por cirurgia no quadril na rede pública, mostrando ainda dificuldades de mobilidade urbana.
O que acontece: estudo aponta grande desigualdade na distribuição de médicos entre capitais e interior, impactando idosos que precisam de atendimento. Em 2024, capitais tinham 6,97 médicos por mil habitantes, interior 1,9, segundo Demografia Médica no Brasil 2025.
Quem está envolvido: pacientes idosos de diferentes regiões, como Eronildes dos Santos, 64, em Campinas; Maria da Silva, 71, em Autazes; Madalena Machado, 70, em Mundo Novo; e Lurdes Santos, 75, em São Paulo. Todos enfrentam entraves para o SUS.
Quando e onde: casos são recentes, com dados de 2024 e divulgação em 2025. Teleobjetivo nos centros urbanos, onde há concentração de especialistas, contrasta com o interior remoto onde faltam serviços.
Por quê: distância, escassez de serviços e concentração de profissionais nas capitais geram atrasos, deslocamentos longos e custos elevados para tratamentos, muitos deles oncológicos, cardiológicos e ortopédicos.
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Desigualdade na distribuição de médicos
Capitais concentram quase quatro vezes mais médicos por habitante que interior, destacando o desafio de acesso à saúde no interior. A diferença é ainda mais acentuada entre especialistas, dificultando diagnósticos e cirurgias.
Impacto na vida diária dos idosos
Em áreas rurais, a rotina pode favorecer qualidade de vida, porém as dificuldades ajudam a atrapalhar consultas e exames. Viagens longas elevam custos e aumentam o tempo de tratamento.
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