- Inhotim celebra 20 anos como o maior museu de arte contemporânea a céu aberto do mundo, localizado em Brumadinho, a sessenta quilômetros de Belo Horizonte, com visitação de cerca de 330 mil pessoas por ano.
- O espaço ocupa duzentos hectares de área de visitação, com 19 galerias, 33 obras a céu aberto e 902 trabalhos em exibição; o acervo soma mais de 280 artistas.
- Em 25 deste mês, o museu promove três inaugurações: a mostra panorâmica de Dalton Paula, a estreia de davi de jesus do nascimento na Galeria Nascente e a obra Contraplano de Lais Myrrha.
- A curadora Júlia Rebouças, que assumiu a direção artística em 2023, busca ampliar a presença de mulheres e de artistas negras e não brancas no acervo.
- A programação de 2026 inclui exposição imersiva de 12 de setembro, a quarta edição do Anoitecer Inhotim, requalificação da Galeria Cildo Meireles em 17 de outubro e o retorno de The Murder of Crows; o aniversário terá programação gratuita e show.
Inhotim completa 20 anos celebrando sua trajetória como o maior museu de arte contemporânea a céu aberto. A programação reúne inaugurações, eventos comemorativos e projetos que revisitam o legado da instituição, criada na fazenda próxima a Brumadinho (MG). O espaço abriga 19 galerias, 33 obras a céu aberto e quase 900 trabalhos em exposição.
A diretora artística Júlia Rebouças, que lidera a curadoria desde 2023, destaca que Inhotim é um museu de artistas, com espaço para criação experimental e protagonismo coletivo. Bernardo Paz, fundador, doou acervo e terras para o instituto, consolidando o formato institucional do espaço.
Novas exposições marcam a celebração
No dia 25, chegam três estreias: Dalton Paula apresenta uma panorâmica com obras novas e clássicas; davi de jesus do nascimento inaugura na Galeria Nascente revitalizada; e Lais Myrrha lança Contraplano, obra comissionada.
Dalton Paula integra a mostra com trabalhos que vão de 1999 aos dias atuais, incluindo a série Retratos Brasileiros e a peça Fanfarra da série Infâncias Negras. O artista também apresenta peças desenvolvidas junto ao Sertão Negro, espaço cultural de Goiânia.
davi de jesus do nascimento traz uma instalação inspirada no rio São Francisco, conectando matéria, memória e espiritualidade. A obra mergulha na relação do artista com a ancestralidade ribeirinha e com a memória da família.
Lais Myrrha apresenta Contraplano, baseada em projeto de Niemeyer, que devolve ao solo materiais de construção utilizados, em diálogo com sua prática anterior Condensador de Futuros. A peça amplia o campo de diálogo entre as obras do museu.
Continuidade e perspectivas para o ano
Depois dessas inaugurações, a programação avança com uma exposição imersiva que relembra a história do Inhotim, prevista para 12 de setembro. No mesmo fim de semana ocorre a 4ª edição do Anoitecer Inhotim, com nova formatação de arrecadação.
Em 17 de outubro, há a requalificação da Galeria Cildo Meireles, com a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais), ao lado de outras obras históricas. No dia seguinte, tem início a celebração do aniversário com programação gratuita e show ainda a ser divulgado.
Júlia Rebouças sintetiza a proposta: a arte deve permanecer móvel e inovadora. O museu, segundo a curadora, busca ampliar o diálogo entre artistas, obras e a comunidade, mantendo o reconhecimento internacional e o protagonismo de criadores contemporâneos.
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