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Conpresp adia decisão sobre destombamento da Escola Panamericana

Conpresp adia decisão sobre destombamento da Panamericana em Higienópolis, mantendo disputa entre herdeiros e arquiteto, com votação prevista para a próxima reunião

Fachada do prédio da Escola Panamericana de Arte e Design em Higienópolis, no centro de São Paulo
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  • O Conpresp adiou a votação sobre o destombamento da antiga Escola Panamericana de Arte e Design para a próxima reunião, devido à ausência do presidente do conselho, Ricardo Ferrari.
  • O processo opõe os herdeiros de Enrique Lipszyc, fundador da instituição, e Siegbert Zanettini, arquiteto que desenhou o prédio; a Keeva Investimentos pediu o destombamento.
  • O imóvel fica em Higienópolis, tem estilo high-tech e, se mantido o tombamento, passará a exigir autorização de órgãos de patrimônio para alterações relevantes. Não é desapropriação.
  • A ESPM utiliza o espaço neste ano e afirmou reconhecer a importância simbólica do prédio, mas não tem ingerência sobre o destino da edificação.
  • Em fevereiro, votos foram divididos entre conselheiros, com Ferrari anteriormente favorável ao tombamento; na prática, o início do debate é visto como ideológico por parte dos representantes da defesa do destombamento.

O Conpresp adiou a votação sobre o destombamento da antiga Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, no centro de São Paulo. O recurso pela continuidade do tombamento foi apresentado pela Keeva Investimentos e Participações, da família Lipszyc, e envolve o arquiteto Siegbert Zanettini, que projetou o prédio de quatro pavimentos.

A decisão foi transferida para a próxima reunião, devido à ausência do presidente do conselho, o procurador Ricardo Ferrari, que havia solicitado vistas em fevereiro. Em fevereiro, a maioria dos conselheiros havia se manifestado, com a ausência de representante da OAB-SP.

Quem está envolvido

A disputa coloca frente a frente herdeiros de Enrique Lipszyc, fundador da instituição, e Zanettini, autor do projeto. O caso também envolve a Keeva, empresa acionista da família Lipszyc, que pediu o destombamento do imóvel. Um grupo de apoiadores defende o tombamento, ressaltando a importância da obra para a arquitetura brasileira.

Contexto e implicações do tombamento

O imóvel é conhecido pela arquitetura em aço e o estilo high-tech, com fachada de vidro e estrutura metálica exposta. O tombamento, quando mantido, impede mudanças relevantes sem aprovação de órgãos de preservação.

Histórico e próximos passos

O tombamento foi iniciado em 2021, motivado pela possibilidade de demolição de outra unidade da escola, nos Jardins. O prédio de Higienópolis permanece sob proteção; a ESPM utiliza o espaço desde este ano, sem ter direito sobre alterações. A deliberação retomará em breve, com a expectativa de definição do destino da edificação.

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