- No primeiro trimestre de 2026, o desmatamento na Amazônia caiu 17%, conforme o Imazon, com 348 km² derrubados entre janeiro e março, frente a 419 km² no mesmo período de 2025.
- No calendário de desmatamento (agosto de um ano a julho do seguinte), a redução foi de 36%, passando de 2.296 km² para 1.460 km² no período de agosto de 2025 a março de 2026.
- Em março, o desmatamento aumentou para 196 km², alta de 17% ante 167 km² registrados em março de 2025.
- A degradação florestal caiu 95% em março, para 11 km², o menor valor para o mês desde 2014; Roraima concentrou 82% da degradação registrada em março.
- No acumulado do calendário, a degradação também recuou significativamente, com queda de 93% em relação ao ciclo anterior.
O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 17% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Imazon. Entre janeiro e março, foram derrubados 348 km² de floresta, ante 419 km² no mesmo período de 2025. O resultado integra o calendário de monitoramento que vai de agosto a julho.
No acumulado do calendário, a área desmatada caiu de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%, a menor desde 2017 para o período. Os dados são do SAD, sistema do Imazon que acompanha a floresta pela internet.
No mês de março, houve alta de 17% na área desmatada em comparação com março de 2025, chegando a 196 km², diante de 167 km² no ano anterior. Ainda assim, a variação mensal não alterou a tendência de queda no trimestre.
Metodologia e limites do SAD
O SAD utiliza imagens de satélite para identificar desmatamento em áreas a partir de 1 hectare, o que difere das metodologias oficiais. Atualmente, contam com Landsat 7 e 8 (NASA) e Sentinel 1A/1B/2A/2B (ESA).
Segundo o Imazon, as imagens são processadas de forma a observar a mesma área a cada 5 a 8 dias, priorizando a última semana de cada mês. Em alguns casos, degradação observada no início do mês pode ser registrada como desmatamento no fechamento mensal.
Degradação florestal e concentração regional
Além do desmatamento, a degradação florestal caiu 95% em março, para 11 km², o menor valor para o mês desde 2014. Roraima concentrou 82% de toda a área degradada em março, abertura associada ao regime climático mais seco no início do ano.
No acúmulo do calendário, a degradação também recuou, com queda de 93% em relação ao ciclo anterior. Especialistas do Imazon ressaltam que os números precisam ser acompanhados com cautela, dada a leitura histórica de períodos críticos anteriores.
A Agência resguarda que os dados SAD não substituem o parâmetro oficial de desmatamento, atuando como alerta e complemento às informações já disponíveis pelos sistemas governamentais. O conjunto de dados enfatiza a necessidade de fiscalização contínua e de políticas de geração de renda associadas à floresta em pé.
Entre na conversa da comunidade