- Megaoperação realizada pelo Ministério Público da Bahia e pelas polícias civis do Rio de Janeiro e da Bahia visou prender traficantes baianos abrigados pelo Comando Vermelho no Vidigal, na zona sul do Rio, na segunda-feira, 20.
- Entre os alvos estava Ednaldo Pereira Souza, o Dada, chefe do Primeiro Comando de Eunápolis, condenado por homicídios e tráfico de drogas.
- Câmeras de circuito interno mostram Dada cercado por seguranças e participando de festa junto à piscina; MP estima presença de pelo menos 20 fuzis na casa.
- O imóvel, de alto padrão, tinha passagem secreta para área de mata, usada como rota de fuga; investigação busca entender se houve vazamento de informações.
- Núbia Santos Oliveira, esposa de um dos líderes, foi presa, junto com mais dois integrantes; principais alvos permanecem foragidos; Avenida Niemeyer foi fechada durante a operação e turistas ficaram ilhados na região.
Ontem, uma megaoperação integrada pelo Ministério Público da Bahia, Polícia Civil do Rio de Janeiro e Polícia Civil da Bahia mirou prender traficantes baianos abrigados no Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro. O alvo principal era Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, chefe do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), que recebia proteção do Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu na segunda-feira (20).
Câmeras de circuito interno registraram a rotina de segurança na casa vistoriada. Criminosos armados com fuzis escoltavam Dada, que participava de festas ao lado de familiares e aliados. Investigadores estimam a presença de pelo menos 20 fuzis no imóvel, alugado para um aniversário infantil.
A casa fica em uma área de alto padrão com piscina, churrasqueira e vista para as praias da zona sul. Segundo apurações, o imóvel tinha uma passagem secreta que levava a uma área de mata, usada como rota de fuga, cuja existência será apurada pelas autoridades.
Prisões e desdobramentos
Durante a operação, foram presos Núbia Santos Oliveira, esposa de um dos líderes da organização, Wallas Souza Soares, conhecido como Patola, e outros dois integrantes do grupo. Os principais alvos continuam foragidos, e a ação foi coordenada pela CORE.
A operação chamada Duas Rosas II tinha como objetivo prender 13 detentos e lideranças que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis no ano passado e buscaram refúgio na Rocinha, sob proteção do CV. O confronto levou ao fechamento temporário da Avenida Niemeyer, no Vidigal, antes de ser liberada.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, mesmo foragidos, os alvos atuam de forma coordenada à distância, mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. Centenas de turistas ficaram ilhadas momentaneamente em um mirante devido ao risco de novos confrontos.
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