- O CREA-RJ informou que autuará e multará a MG Coutinho Serviços Cenográficos após a morte de um trabalhador durante a montagem do palco para o show de Shakira em Copacabana.
- Os fiscais identificaram que a empresa não tem registro no conselho para atividades de engenharia nem responsável técnico.
- O serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, 28 anos, morreu esmagado em um sistema de elevação durante a montagem; ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu.
- O CREA-RJ acompanha a montagem desde 7 de abril e solicitou à produtora Bônus Track a relação de empresas e profissionais envolvidos, com contratos e notas fiscais, em quatro dias.
- A Polícia Civil, pela Delegacia de Copacabana, investiga se há homicídio culposo ou acidente; a perícia retorna ao local e o laudo deve ficar pronto em até trinta dias.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) informou nesta segunda-feira (27) que irá autuar e multar a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos. Motivo: morte de um trabalhador durante a montagem do palco para o show de Shakira na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. A apresentação está marcada para o sábado seguinte (2).
O serralheiro Gabriel de Jesus Firmino, 28 anos, sofreu esmagamento das pernas em um sistema de elevação enquanto atuava na montagem. Ele foi retirado do equipamento por colegas antes da chegada do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde não resistiu.
Fiscais do CREA-RJ acompanharam a montagem do palco desde o dia 7 de abril e retornaram nesta segunda para coletar informações sobre o acidente. A polícia também investiga, com a possibilidade de homicídio culposo ou acidente, conforme apuração do delegado Ângelo Lages, da Delegacia de Copacabana. O laudo pericial deve ficar pronto em até 30 dias.
A gestão da produção, representada pela Bônus Track, informou que lamenta o ocorrido e presta apoio à família da vítima. A empresa foi notificada pelo CREA-RJ a apresentar a relação de empresas e profissionais envolvidos na instalação e manutenção do show, além de contratos e notas fiscais, com prazo de quatro dias para resposta.
Investigação
A Polícia Civil trabalha para esclarecer se houve negligência, imprudência ou descumprimento de dever de cuidado no serviço de montagem do palco. A perícia técnica retornou ao local e deve concluir o relatório em cerca de um mês, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte de Gabriel Firmino.
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