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Ex-funcionário que atropelou ex-patrão em BH é réu por tentativa de homicídio

Justiça aceita denúncia e torna réu ex-funcionário por atropelar ex-patrão em oficina no Caiçara, BH, com indícios de homicídio qualificado e danos aos veículos

Autor usou barra de ferro para danificar veículos, após supostamente ter sido chamado de ladrão pelo ex-patrão
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  • A Justiça de Minas Gerais tornou réu Lucas Gomes de Andrade, ex-funcionário de 26 anos, por tentativa de homicídio qualificado e dano qualificado após atropelar o ex-chefe em uma oficina no bairro Caiçara, em Belo Horizonte, no dia 28 de fevereiro.
  • A denúncia foi aceita pelo Ministério Público e aponta indícios de autoria e de materialidade para o prosseguimento da ação penal.
  • As imagens de câmeras de segurança registraram a discussão que antecedeu o atropelamento e os danos causados a veículos dentro da oficina.
  • Além do atropelamento, a vítima relatou cobrança de chaves, ferramentas e pagamento de um cabeçote; o réu confessou o crime após ser localizado pela polícia.
  • O juiz determinou laudos periciais — levantamento do local, avaliação dos danos a veículos (Honda City, Alfa Romeo e Toyota Etios) e análise do conteúdo audiovisual — para subsidiar a ação Penal.

O Ministério Público apresentou uma denúncia e a Justiça de Minas Gerais tornou Lucas Gomes de Andrade, 26 anos, réu pela prática de tentativa de homicídio qualificado e dano qualificado. O crime ocorreu em 28 de fevereiro, na oficina de uma empresa no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte.

O episódio começou quando o ex-funcionário foi à oficina cobrar um acerto trabalhista após a dispensa. Imagens de câmeras de segurança registram a discussão e o uso de uma barra de ferro para danificar veículos no interior do estabelecimento.

Do lado de fora, há registro de o suspeito entrar em um carro e atropelar o ex-patrão, que ficou ferido, mas consciente. A Guarda Civil Municipal foi acionada e encaminhou atendimento à vítima.

Segundo relatos da vítima, durante a confusão seriam solicitados a devolução de chaves, ferramentas e o pagamento de um cabeçote. Testemunhas disseram que o suspeito permaneceu nas proximidades após o atropelamento e foi localizado em uma rua próxima, onde confessou o crime.

A defesa afirmou que o objetivo era apenas acertar pendências da dispensa e obter pertences pessoais; o ex-funcionário afirmou que, durante a discussão, foi chamado de ladrão e perdeu o controle emocional.

Além do atropelamento, o investigado é acusado de causar danos a veículos dentro da oficina. A Justiça determinou que sejam apresentados laudos periciais: levantamento do local, avaliação dos danos a veículos — Honda City, Alfa Romeo e Toyota Etios — e análise técnica do conteúdo audiovisual do registro do atropelamento.

A decisão prevê que a comunicação formal à vítima sobre o início da ação penal pode ser feita pelo Ministério Público. O estado de saúde do dono da oficina não teve atualização divulgada até o momento.

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