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Golpe do falso defensor público: advogado orienta como se proteger

Golpe do falso defensor público usa fotos reais e IA para endossar estelionato; vítimas devem acionar canais oficiais e registrar ocorrência

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  • Criminosos usam fotos e nomes reais para se passar por defensores públicos e pedir pagamentos indevidos a vítimas que aguardam processos na Defensoria Pública da União.
  • O golpe é semelhante ao do falso advogado e tem foco em processos de aposentadoria, auxílio-doença e auxílio-acidente.
  • Inteligência artificial e deepfakes ajudam os golpes, permitindo que informações sejam resumidas e traduzidas para enganar.
  • Para se proteger, a vítima deve confirmar a veracidade do contato por canais oficiais, virtuais ou presenciais, e registrar boletim de ocorrência em caso de estelionato.
  • Autoridades devem investigar os responsáveis; o uso de credenciais não autorizadas e invasões sistêmicas podem facilitar a fraude.

Um golpe aponta novo alerta de cibersegurança no Brasil. Criminosos se passam por defensores públicos, usando fotos e nomes reais para cobrar pagamentos indevidos de vítimas. O alerta envolve a Defensoria Pública da União (DPU) e casos ligados a aposentadoria, auxílio-doença e auxílio-acidente.

Segundo o especialista em crimes digitais Flávio D’Urso, o golpe é parecido com o de falsos advogados. O crime ocorre quando invasões de dados capturam informações públicas de processos para enriquecer-se com pagamentos indevidos.

A fraude pode ser facilitada por recursos de inteligência artificial e deepfakes, que tornam a abordagem mais verossímil. Processos sobre benefícios podem ser baixados e sintetizados por IA para convencer a vítima.

Quem atua são criminosos que utilizam credenciais falsas ou roubadas para se passar por defensores públicos, ampliando a chance de sucesso do golpe. A prática explora a pressa de quem aguarda decisões judiciais.

O alerta também reforça que a presença de dados de processos não é sigilosa no Brasil, o que facilita o recolhimento de informações por falsários. O uso de dados públicos amplia o alcance da fraude.

Medidas de proteção

Especialista recomenda que a vítima contate canais oficiais da defesa e da Justiça para confirmar a autenticidade do contato, seja virtualmente ou presencialmente. Esse cruzamento de informações é essencial para verificar a veracidade.

Em caso de confirmação de golpe, deve-se registrar boletim de ocorrência por estelionato. A partir disso, as autoridades podem iniciar investigações e identificar os responsáveis.

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