- O IBGE anunciou o 1º censo nacional da população em situação de rua, com abordagens já iniciadas.
- Os resultados serão divulgados apenas em 2028.
- O objetivo é contar o total de pessoas nessa condição e mapear características demográficas e socioeconômicas.
- Em 2022, a Ipea estimou 281.472 pessoas em situação de rua no Brasil; o IBGE não contabiliza esse grupo porque trabalha apenas com domicílios.
- O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, disse que o estudo corrige uma dívida histórica com essa parcela da população.
O IBGE anunciou nesta terça-feira a abertura do 1º censo nacional da população em situação de rua. A coleta já começou, mas os resultados serão divulgados apenas em 2028. O objetivo é quantificar quem vive nessa condição e entender suas características.
A iniciativa marca um marco histórico ao criar um levantamento estatístico dedicado exclusivamente a esse segmento da população. A pesquisa também pretende mapear condições demográficas e socioeconômicas desse grupo.
Dados comparativos indicam o desafio: em 2022, estima-se que haja cerca de 281 mil pessoas nessa situação no Brasil, segundo o IPEA. O IBGE não contava com esse contingente porque trabalha apenas com domicílios.
Contexto e impactos
Márcio Pochmann, presidente do IBGE, afirmou que o estudo corrige uma dívida histórica com as pessoas em situação de rua. A região com maior concentração varia conforme a dinâmica urbana e protocolos de pesquisa.
O órgão destaca que os censos anteriores focavam em domicílios fixos, mas observa-se aumento de pessoas sem moradia estável. O esforço envolve várias instituições, com apoio técnico, e deve servir de referência internacional.
Desdobramentos esperados
A divulgação dos dados em 2028 poderá subsidiar políticas públicas direcionadas, bem como monitorar evoluções ao longo do tempo. O censo facilitará o planejamento de ações de assistência, saúde e bem-estar social para o grupo.
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