- A prefeitura de São Paulo anunciou a inclusão de corredor de ônibus no canteiro central da duplicação da estrada do M’Boi Mirim, no extremo sul da cidade.
- A medida representa recuo em relação ao originally planejado, que previa faixas exclusivas à esquerda da via sem separar o transporte público dos demais veículos.
- A gestão afirma que a proposta anterior não era definitiva e que entraves apontados serão sanados nos projetos executivos, com soluções de engenharia.
- O primeiro trecho das obras, com cerca de 1,2 quilômetro, começou em janeiro entre a divisa com Itapecerica da Serra e a avenida dos Funcionários Públicos, sem corredor na etapa inicial, com conclusão prevista para setembro.
- A intervenção, orçada em R$ 446 milhões (sem desapropriações) e com previsão de concluir em 2028, inclui drenagem, iluminação em LED, faixa azul para motociclistas, ciclovia e enterramento de fios.
A prefeitura de São Paulo informou que, na terça-feira (28), o corredor de ônibus passou a integrar o canteiro central do projeto de duplicação da estrada do M’Boi Mirim, no extremo sul da cidade. A mudança representa ajuste no desenho originalmente apresentado em 2019.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) sustenta que a proposta anterior não era definitiva e que os ajustes visam ampliar a clareza técnica dos planos. A nota oficial afirma que as restrições citadas para a implantação do corredor serão solucionadas nos projetos executivos.
A decisão acontece após críticas de especialistas e moradores sobre a efetividade do corredor, que não separa fisicamente os ônibus do tráfego geral e não reduz o tempo de viagem. Em horários de pico, o trecho de 5 km pode levar mais de 60 minutos.
Novos contornos do projeto
A administração diz que o trecho inicial de 1,2 km, entre a divisa com Itapecerica da Serra e a avenida dos Funcionários Públicos, já começou em janeiro e deve terminar em setembro. Nesse estágio, não haverá corredor de ônibus por falta de justificativa econômica.
A obra total, orçada em aproximadamente R$ 446 milhões, prevê enterramento de fios, drenagem, calçamento, Faixa Azul para motociclistas, ciclovia e iluminação em LED. A conclusão está prevista para 2028, sem contar desapropriações.
A região do Jardim Ângela, Capão Redondo e Campo Limpo abriga cerca de 2 milhões de moradores que dependem fortemente do transporte público. O tráfego na estrada envolve drasticamente o deslocamento diário dos trabalhadores, com trajetos longos e frequentes.
Segundo dados da CET, a estrada recebe quase 300 ônibus por hora e cerca de 400 ciclistas por dia. A mobilidade da via é apontada como ponto central para melhorar a logística de deslocamento na região.
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