- Datafolha mostra empate entre Lavoisier (17%), Fleury (16%) e Delboni (14%) como melhores laboratórios de São Paulo, entre as classes A e B.
- Fleury instalou aceleradores de imagem em ressonância magnética para reduzir o tempo dentro do aparelho e usa IA para laudos.
- A rede Dasa, controladora da Lavoisier e Delboni, já tem metade dos equipamentos de imagem operando com IA para acelerar diagnósticos.
- Delboni adotou a urocultura expressa, com resultado preliminar de infecção urinária em cerca de 45 minutos.
- As unidades passaram a ter núcleos integrados e espaços distintos, como Espaço da Mulher e Sala Azul, para atender diferentes perfis de pacientes.
A pesquisa Datafolha apontou um empate técnico entre Lavoisier, Fleury e Delboni na liderança como melhores laboratórios de São Paulo. O indicativo leva em conta práticas de acolhimento, inovação tecnológica e eficiência no atendimento. O trio aparece com margens próximas entre 17%, 16% e 14% das menções entre o público das classes A e B.
A dinâmica do atendimento em laboratórios envolve equilibrar perfis diferentes de pacientes. Quem precisa de exames rápidos convive com quem realiza procedimentos mais complexos, exigindo infraestrutura adaptada para reduzir o estresse e aumentar o conforto.
O ranking aponta que, além do atendimento, a inovação tem peso decisivo. O Fleury passou a usar aceleradores de imagem em ressonâncias magnéticas para reduzir o tempo dentro do equipamento e adotou IA para laudos mais nítidos. A prática favorece diagnósticos mais ágeis.
A rede Dasa, responsável pela Lavoisier e Delboni, ampliou o uso de IA em metade dos seus equipamentos de imagem. A automação acelera diagnósticos e sustenta ganhos de produtividade, segundo a empresa. Núcleos integrados evitam deslocamentos entre setores.
Avanços em serviços e procedimentos
A Delboni investiu em formatos que encurtam o tempo de resposta, como a urocultura expressa, que entrega um resultado preliminar em cerca de 45 minutos. A adaptação de unidades também criou espaços especializados, como o Espaço da Mulher e a Sala Azul para pessoas com autismo.
Fernanda Fares, diretora de operações da Dasa, ressalta que reunir exames, especialistas e protocolos facilita a previsibilidade para pacientes em momentos de maior sensibilidade. O grupo projeta continuar com automação e inovações para reduzir invasividade.
Perspectivas e impactos
Para os próximos anos, o setor mira exames menos invasivos e diagnósticos mais rápidos. A Dasa estuda biópsia líquida para detectar alterações genéticas discretas, enquanto o Fleury enfatiza o rastreamento contínuo de doenças crônicas para frear sua progressão. O Datafolha consolida o status dos laboratórios com foco no acolhimento e na tecnologia.
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