- Em março, representantes de finanças, seguradoras, escritórios de advocacia e consultorias se reuniram em Paris para discutir governança, incertezas, clima e natureza.
- O debate destacou a interdependência entre geopolítica, segurança de recursos e mudanças climáticas, destacando a necessidade de novos repertórios para conselhos lidarem com incertezas disruptivas.
- Os especialistas classificaram esses cenários como “wicked problems” (problemas indomáveis), sem soluções definitivas e com informações limitadas, exigindo abordagem com múltiplos cenários e aprendizados a partir de erros.
- Práticas de governança precisam se adaptar, com maior ênfase em externalidades ambientais, riscos legais e diversidade de experiências, inclusive em comitês de estratégia, inovação e sustentabilidade.
- Recomenda-se monitoramento contínuo do contexto, rapidez na revisão de hipóteses e planos, e adoção de repertórios mais ágeis e inclusivos para enfrentar mudanças imprevisíveis com foco em resiliência e oportunidades.
Diante de choques simultâneos, executivos de setores como finanças, seguros, advocacia e consultoria se reuniram em Paris, em março, para debater governança, incerteza, clima e natureza. O encontro apontou demandas por repertórios ágeis diante de contextos voláteis.
Foi destacada a interdependência entre geopolitica, segurança de recursos e mudanças climáticas. Questões como água, solo, minerais e energias alternativas aparecem conectadas a estratégias empresariais e à gestão de riscos. A troca reforçou a necessidade de novas práticas.
Especialistas afirmaram que tais situações representam problemas indomáveis, com informações limitadas e soluções abertas a interpretações. O desafio é criar indicadores úteis mesmo sem dados definitivos e testar soluções de forma contínua.
As melhores práticas de governança precisam se adaptar. O foco passa a incluir externalidades ambientais e de recursos, com maior responsabilidade fiduciária e contenção de passivos morais que viram legais. Novos repertórios passam a ser necessários.
Modelagens probabilísticas não bastam. Demandam-se cenários plurais e adaptativos, capazes de lidar com incertezas extremas. A diversidade de experiências, culturas e perspectivas emerge como elemento valorizado no desenho de estratégias.
Conselhos devem contratar especialistas, quando necessário, e manter comitês dinâmicos de estratégia, inovação e sustentabilidade. A ideia é ampliar competências e apoiar decisões rápidas diante de crises não previstas.
O texto sugere que conselhos equilibrem gestão de riscos com exploração de oportunidades, ajustando planos com agilidade. A prática recomendada é revisitar hipóteses com frequência, evitando rigidez excessiva.
Como norte de longo prazo, aponta-se a construção de cenários que integrem valores, cultura organizacional e estratégias vigentes. A governança passa a depender de princípios compartilhados e engajamento efetivo de executivos.
A autora citada atua como conselheira de empresas, leader de iniciativas climáticas e organizadora de workshops de governança. O foco é ampliar a proatividade, a abertura a saberes diversos e a capacidade de agir rapidamente.
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