- Aos 92 anos, o historiador Fernando Antonio Novais faleceu na quinta-feira, 30 de abril.
- Foi docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP entre 1961 e 1986 e Professor Emérito desde 2006.
- Sua tese “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial” (defendida em 1972) é considerada marco na leitura da relação entre o sistema colonial e o Brasil.
- Foi um dos articuladores do Grupo do Capital (Seminário Marx) no final dos anos cinquenta, ao lado de José Arthur Giannotti e Fernando Henrique Cardoso.
- Também atuou no Instituto de Economia da Unicamp (1986-2003) e, mais recentemente, na Facamp; a FFLCH publicou nota de pesar pela perda.
Aos 92 anos, o historiador Fernando Antonio Novais morreu na quinta-feira, 30 de abril. Ele foi professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP entre 1961 e 1986 e era Professor Emérito desde 2006.
Novais é referência na historiografia nacional por redefinir a leitura do antigo sistema colonial português e sua relação com o Brasil, estabelecendo novos marcos para a pesquisa histórica no país. Sua tese é um marco na área.
Doutor em História pela USP em 1973, Novais integrou a FFLCH por quase 25 anos e, em 1972, defendeu Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial, obra considerada clássica. O estudo combina análise econômica e política.
Além da produção acadêmica, o professor formou gerações de estudantes e fomentou espaços de reflexão. Atuou no Grupo do Capital, denominado Seminário Marx, e lecionou na Unicamp (1986–2003) e, mais recentemente, na Facamp.
A direção da FFLCH divulgou pesar e solidariedade aos familiares e colegas, em nota publicada na última semana. O legado de Novais permanece como referência para pesquisas em história econômica e colonial.
Entre na conversa da comunidade