- pai Erwin Bankowski, de 50 anos, e a filha Karolina Bankowski, de 26, se declararam culpados em tribunal federal por vendarem mais de duzentas obras de arte falsificadas nos Estados Unidos, entre 2020 e 2025, totalizando cerca de US$ 2 milhões.
- as falsificações atribuíam obras a nomes conhecidos como Andy Warhol, Banksy e Pablo Picasso, bem como artistas nativos americanos, com documentos de procedência também falsificados.
- as peças eram vendidas em leilões e galerias; algumas tinham até certificados de autenticidade falsificados e proveniência de coleções privadas.
- entre os itens, houve uma assinatura supostamente de Warhol vendida por US$ 5.500, uma obra associada a Banksy por cerca de US$ 2.000 e uma pintura de Raimonds Staprans vendida por US$ 60 mil.
- o esquema gerou acusações adicionais por deturpação de produtos de artistas nativos dos EUA, incluindo obras de Fritz Scholder, o que pode resultar em penalidades ainda mais severas e até 20 anos de prisão.
O pai Erwin Bankowski, de 50 anos, e a filha Karolina Bankowski, de 26, foram responsabilizados por falsificar mais de 200 obras de arte e vendê-las por aproximadamente US$ 2 milhões. O esquema, realizado entre 2020 e 2025, envolvia obras atribuídas a artistas renomados como Andy Warhol, Banksy e Pablo Picasso, além de artistas nativos estadunidenses. Eles se declararam culpados nesta semana em tribunal federal.
As peças eram vendidas a casas de leilão e galerias nos Estados Unidos, com documentos de procedência falsificados para parecer autênticidade. Em muitos casos, as obras vinham acompanhadas de certificados antigos ou pertenciam a coleções privadas, o que dificultava a verificação pelos compradores.
O FBI informou que o golpe explorou compradores sem experiência no mercado de arte, minando a confiança do setor. A dupla também criou certificados de autenticidade em papel envelhecido para enganar verificações de origem e histórico das pinturas.
Como operava o esquema
Entre as táticas, os Bankowskis usavam obras supostamente associadas a coleções fechadas ou a empresas extintas. Documentos falsos, certificados envelhecidos e catálogos de época eram usados para simular legitimidade, dificultando a identificação de falsificações.
Uma das peças vendidas, anotada como criada por Warhol, retratava um casal nu com iluminação neon e foi leiloada por US$ 5.500. Outra obra, associada a uma intervenção de Banksy em Londres em 2003, foi vendida por US$ 2.000. Em contraste, uma peça de Raimonds Staprans chegou a quase US$ 60 mil.
Os ganhos também atingiram obras de artistas nativos estadunidenses. Uma tela associada a Richard Mayhew rendeu cerca de US$ 160 mil, dinheiro que, segundo autoridades, também tramou danos à reputação de artistas indígenas e à integridade do mercado de arte.
Penalidades e implicações legais
A operacao pode levar a até 20 anos de prisão para cada acusação, além de sanções adicionais por falsificação de obras de artistas nativos. A acusação federal envolve a deturpação de produtos de origem indígena, ampliando o conjunto de possíveis responsabilizações.
Fontes oficiais ressaltam que o caso evidencia como práticas de falsificação e documentos falsos prejudicam colecionadores, instituições culturais e artistas. O Ministério Público continua acompanhando desdobramentos judiciais e possíveis medidas adicionais.
Nota: as informações acima são fornecidas com base em registros judiciais e comunicados oficiais das autoridades competentes. As fontes não devem ser linkadas diretamente neste texto.
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