- Condições quase perfeitas de névoa matinal do rio Ciron combinadas com dias quentes e chuvas no final de agosto e início de setembro favoreceram a podridão nobre em safras de Sauternes e Barsac em 2025.
- Château Coutet realizou seis passes entre 17 de setembro e 14 de outubro, com podridão nobre homogênea em todas as visitas.
- Os vinhos apresentam alto teor de açúcar residual (entre 140 e 158 g/l) com acidez excelente e pH mais baixo do que em anos quentes, resultando em estilo clássico, enérgico e com mineralidade salina.
- Rendimentos foram muito baixos: Broustet, por exemplo, teve oito hl/ha; d’Arche ficou em onze hl/ha; Guiraud atingiu quinze hl/ha; Caillou e Doisy-Védrines marcaram catorze hl/ha.
- Comparações de especialistas: 2025 é descrito como “como 2023 em açúcar” (alta concentração de açúcar, 158 g/l) e comparable aos grandes 2009 e 2010, com acidez alta mantendo expressão clássica.
O ciclo de clima em Bordeaux em 2025 foi quase perfeito para os Sauternes. Neblina matinal associada a dias quentes e chuva no fim de agosto favoreceu a botrytização de forma uniforme, mantendo a umidade do solo sem murchar as uvas.
Château Coutet realizou seis passes entre 17 de setembro e 14 de outubro, com botrytis homogênea em cada etapa. Outras casas, como Filhot, Lamothe Guignard e Lafaurie-Peyraguey, também divulgaram ciclos ideais de névoa e sol, resultando musts puros e concentrados.
O que aconteceu
A combinação de Circón com noites frias de setembro preservou acidez, enquanto o tempo seco e ensolarado no fim de setembro concentrou as uvas no início de outubro. As temperaturas ajudaram a manter equilíbrio entre açúcar e acidez, gerando vinhos aromáticos com foco em frescor e mineralidade.
Envolvidos e resultados
Château Broustet registrou colheita extremamente baixa, 8 hl/ha, ao passo que d’Arche ficou em 11 hl/ha. Guiraud chegou a 15 hl/ha, Caillou e Doisy-Védrines em 14 hl/ha. Técnicos destacaram o potencial de envelhecimento e a expressão clássica, próxima de 2023 e lembrando 2015 e 2009/2010.
Percepções e comparação
Pierre Montégut, da Suduiraut, descreveu 2025 como “como 2023 em açúcar”, com 158 g/l de sólidos, comparável a grandes safras. Sandrine Garbay, da Guiraud, afirmou que as condições foram excelentes para as vinhas, com três colheitas bem concentradas em açúcar e acidez alta.
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