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Marisa Midori discute o possível fim dos livros de bolso

Colunista analisa risco de fim dos livros de bolso, destacando que ainda correspondem a grande parte das vendas, com opções menores ganhando espaço

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  • A professora Marisa Midori discute o possível fim dos livros de bolso e cita o artigo de Elizabeth A. Harris no The New York Times.
  • O texto aponta que best sellers costumavam sair em brochuras de baixo custo, formato compacto e papel fino, vendidos em prateleiras de supermercados ou aeroportos por poucos dólares, e que isso estaria mudando.
  • Stephen King lembra que, no passado, os livros de bolso eram um impulso para a leitura, especialmente nos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial.
  • A colunista sugere que as prateleiras de varejo podem não exibir os bolsos com a mesma força, e lê-se cada vez mais em celulares, mas isso não significa o fim do formato; pode haver mudança para títulos de bolso de qualidade editorial diferente.
  • Ela afirma que o fim só ocorreria se a Penguin Books retirar todos os pockets do catálogo, já que os livros físicos ainda correspondem a cerca de 75% das vendas, com espaço para outros formatos pequenos.

Em sua coluna mais recente, a professora Marisa Midori avalia uma possível transformação no mercado de livros de bolso. A discussão parte de um artigo do The New York Times assinado pela jornalista Elizabeth A. Harris, que aponta a possível redução ou eliminação desse formato em determinados pontos de venda. A autora cita indicadores de mercado e relatos de leitores para fundamentar a discussão.

Midori destaca que, historicamente, os pocket books tiveram papel central na formação de leitores nos Estados Unidos, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. Ela relembra que leitores lembram com curiosidade os preços baixos e o formato compacto que permitia leitura em diferentes ambientes, como farmácias e aeroportos, a custo reduzido.

Cenário de evidências e mudanças de consumo

Segundo a colunista, o artigo questiona se as prateleiras de supermercados, farmácias, aeroportos e terminais de trem ainda exibem o mesmo volume de livros de bolso. O texto cita a crescente leitura em dispositivos digitais como sinal de mudança de hábitos, sem concluir pelo fim definitivo do formato.

Midori comenta que a possível retração não implica no fim da leitura de formatos pequenos. Ela aponta que, com avanços na produção de papel e técnicas de impressão, há espaço para outras variantes de menor formato, além de distinguir entre formato editorial e qualidade de produção.

Avanços e perspectivas de mercado

Para a pesquisadora, o fim completo acontecerá somente se grandes casas editoriais, como a Penguin Books, eliminarem totalmente seus catálogos de pockets. Dados da indústria indicam que livros físicos representam parcela expressiva das vendas, ainda que os pulps tenham menor participação nesse mercado.

A colunista ressalta que há espaço para continuarem diversas opções de leitura em formatos pequenos, acompanhando a demanda de leitores cada vez mais exigentes. O debate continua aberto, com diferentes leituras sobre o futuro dos livros de bolso. Fontes citadas no artigo incluem a Associated Publishers Association e dados de vendas de livrarias físicas.

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