- Em Golders Green, no norte de Londres, dois homens judeus foram alvo de agressão com possível tentativa de homicídio; autoridades investigam o caso.
- Organizações inter-religiosas, como a rede Nisa-Nashim (judaico-muçulmana) e o Fórum Muçulmano-Judaico de Greater Manchester, trabalham para promover a convivência entre comunidades enfrentando a divisão gerada pelo conflito no Oriente Médio.
- Líderes das organizações dizem que, além da segurança imediata, é preciso manter o esforço de diálogo para reduzir desconfianças, enxergando semelhanças entre judeus e muçulmanos.
- A Gaza e Israel desde 7 de outubro de 2023 contribuíram para queda de apoio a projetos inter-religiosos, com voluntários recebendo ameaças online e desânimo familiar.
- Defendem que o governo deve investir em ações de coesão social e interreligiosas, para aumentar conectividade e reduzir hostilidade entre comunidades.
O ataque em Golders Green, no norte de Londres, acendeu o debate sobre coesão entre judeus e muçulmanos no Reino Unido. Dois homens judeus teriam sido alvo de agressões nesta semana, em um episódio que se integra a uma onda de violência contra a comunidade judaica durante o atual conflito no Oriente Médio. Organizações inter-religiosas destacam a necessidade de diálogo como resposta.
Localmente, grupos de base trabalham para reduzir tensões e promover convivência entre religiões. A Nisa-Nashim, rede de mulheres judias e muçulmanas, atua desde 2018 promovendo encontros para fortalecer vínculos comunitários diante de desconfianças e estereótipos alimentados pela crise regional.
Apoio à coesão também vem de fórum comunitário de Manchester que reúne judeus e muçulmanos. A instituição reforça que encontros conjuntos ajudam a criar empatia e amizades reais, contribuindo para um ambiente menos hostil, mesmo em tempos de polarização.
Representantes desses grupos ressaltam que a prioridade imediata é a segurança das comunidades, com reforço de policiamento e medidas preventivas. A longo prazo, a continuidade de iniciativas de intercâmbio é vista como peça central para reduzir tensões e promover convivência.
Para líderes comunitários, a ligação entre envolve-se de forma prática com ações locais, como visitas a estabelecimentos que operam sob diferentes tradições religiosas. Acreditam que maior conectividade diminui conflitos e reforça o entendimento entre pessoas comuns, independentemente de crença.
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