- Programa Mutirão Brasil, criado na COP30, envolve 34 municípios e dois estados para acelerar soluções reais de mobilidade sustentável.
- O foco é transformar o Brasil na referência mundial de governança multinível, conectando Brasília às prefeituras para tirar projetos da burocracia.
- Metas do programa: 600 ônibus elétricos, 200 quilômetros de ciclovias e 16 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.
- Salvador participa com avanços em eletromobilidade (mais de 100 veículos elétricos até 2028; frota 100% eletrificada até 2049) e expansão de ciclovias para cerca de 700 quilômetros até 2034.
- Entregas técnicas, capacitações e planos de ação devem ficar prontos até o meio de 2027, com objetivo de servir de exemplo global de federalismo climático.
Brasil vira laboratório para soluções reais de mobilidade sustentável, segundo o Programa Mutirão Brasil, criado na COP30. A iniciativa envolve 34 municípios e dois estados e busca transformar o país em referência de governança multinível.
O Mutirão nasce para acelerar o acesso a financiamentos e reduzir a burocracia. A ideia é aproximar Brasília das prefeituras, facilitando projetos de mobilidade e transporte público de qualidade, com foco em clima e inclusão social.
A meta é consolidar o Brasil como exemplo mundial de federalismo climático, articulando ações entre governo federal, estados e cidades para tirar planos do papel de forma ágil.
Metas do programa
O suporte técnico já impacta a mobilidade urbana com projetos prioritários: 600 ônibus elétricos, 200 km de ciclovias e 16 km de corredores de ônibus. Operam 34 municípios e dois estados, com meta de chegar a 50 localidades.
Salvador integra o programa com planos ambiciosos. O objetivo é combinar metrô, BRT e bicicletas em um sistema de baixa emissão, com avanços na eletromobilidade e na expansão de ciclovias.
Na eletromobilidade, a meta é incluir mais de 100 veículos elétricos até 2028 e chegar a 100% da frota eletrificada até 2049. A mobilidade ativa prevê 700 km de ciclovias até 2034, com 200 km já até 2028.
Mobilidade como fator socioambiental
Para a C40 Cities, a mobilidade é estratégica porque grandes cidades são grandes emissoras de gases do efeito estufa. O foco é melhorar o transporte público para gerar ganhos socioeconômicos, como qualidade de vida, tempo ganho e ar mais limpo.
O programa também adota uma ação inclusiva, considerando desigualdades de gênero, raça e renda em cada intervenção de mobilidade.
Próximos passos e prazo
A eletromobilidade continua no centro, mas o Mutirão ampliará a atuação com o Orçamento Climático, conectando gastos municipais a metas de sustentabilidade.
O Mutirão também mira o setor de resíduos, buscando formalizar catadores e melhorar condições de vida, para reduzir impactos de emissões associadas ao manejo de resíduos.
A expectativa é entregar estudos técnicos, capacitações e planos de ação até o meio de 2027. O objetivo é que o Brasil sirva de referência mundial em governança climática e cooperação federativa.
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