- O Copan, ícone projetado por Oscar Niemeyer, é apresentado como polo gastronômico e “cidade aberta” que integra comércio e cultura no centro de São Paulo.
- Um roteiro de um dia pelo Copan acompanha cafés, bares, restaurantes e sorveteria, indo do café da manhã até a noite, com opções variadas ao longo das curvas do prédio.
- Cuia, dentro da livraria Megafauna, liderado pelo chef Caio Pablo, é destaque por usar ingredientes brasileiros e já recebeu o selo Bib Gourmand do Guia Michelin.
- Bar da Dona Onça, comandado pela chef Janaína Torres, é apontado como marco da revitalização do centro, com reconhecimento internacional e inclusão no Guia Michelin.
- Brisa do Baru e Fel aparecem no fim da tarde e noite: Brisa oferece peixes e frutos do mar em balcão compacto, enquanto o Fel funciona como bar intimista de coquetéis clássicos.
O Copan, edifício icônico de São Paulo, segue vivo no centro e se consolidou como polo gastronômico. A reportagem traça um roteiro de dia inteiro pelos bares, restaurantes e cafeterias instalados em seus térreos e galerias. Chefs como Dagoberto Torres e Janaína Torres ajudam a revitalizar a região com propostas distintas. A visão de Niemeyer é de uma cidade aberta que integra comércio, cultura e convivência.
O prédio se destaca pela curva marcante e pela permeabilidade com o espaço público, ligando interior e exterior. Galerias no térreo permitem circulação contínua, mantendo o centro ativo durante o dia e a noite. A combinação de arquitetura e gastronomia atrai moradores, trabalhadores e visitantes.
O início do roteiro mostra como o Copan funciona como ponto de encontro diário. Vimos chefs que apostam em sabores brasileiros, com uma visão de comunidade que envolve espaço urbano e patrimônio.
Café da manhã e brunch no restaurante Cuia
O trajeto começa no Cuia, dentro da livraria Megafauna. O espaço já nasceu como café e, hoje, funciona como restaurante sob Caio Pablo, reconhecido pelo Bib Gourmand. A ideia central é valorizar ingredientes nativos brasileiros.
Caio ressalta que o cardápio varia conforme o dia, sem rígidas regras de horários. Entre opções, aparecem baião de dois, cuscuz de milho com creme de queijos e tostex com queijo da Mantiqueira. A leitura de livros cria uma experiência integrada entre alimento e leitura.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – loja 48 | ter to sex 10h-22h, sáb 10h-23h, dom 10h-17h. Instagram: cuia_restaurante
Para beliscar no Bar da Dona Onça
No térreo, o Bar da Dona Onça, sob Janaína Torres, figura central da gastronomia paulistana, figura entre os pesos pesados do centro. Em 2024, Janaína foi reconhecida como Melhor Chef Mulher do Mundo pelo The World’s 50 Best e o espaço integrou o Guia Michelin.
O cardápio mistura referências de boteco e cozinha brasileira, com opções para comer com as mãos, como a coxinha da Onça, e o tartar de carne com pão preto. Destaques incluem o picadinho com arroz, o pastel e a caipirinha Onça Pintada.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – 27 e 29 | ter a qui 12h-23h, sex e sáb 12h-00h, dom 12h-18h. Instagram: bardadonaonca
Almoço no Orfeu
O Orfeu funciona como extensão natural do Copan, ao lado do edifício, com ambiente que remete à boemia brasileira. A cozinha aposta em receitas tradicionais e combinações conhecidas, com preços variando conforme o dia.
Durante a semana, executivos do dia variam entre 49 e 79 reais, com pratos como costelinha com xerém, galinhada e bobó de camarão. O baião de dois vegetariano aparece entre as opções, assim como o picadinho e a costela de 16 horas.
Serviço: Av. Ipiranga, 318 | ter a qua 12h-00h, qui 12h-01h, sex e sáb 12h-02h, dom 12h-01h. Instagram: orfeu
Sobremesa na Tem Umami!
A Tem Umami! fica a poucos passos e oferece sorvete artesanal e natural, com sabores como pudim e quindim. O estilo é soft, com base natural e processo artesanal. A casa começou com café e panetones, ampliando para sorvetes.
O espaço valoriza a relação com o centro, defendendo a continuidade da vida do Copan sem aderir a grandes mudanças.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – loja 74 | qua a dom 12h-20h, seg e ter: fechado, sex e sáb 12h-20h. Instagram: temumami
Fim de tarde no Paloma, bar de vinhos
O Paloma ocupa a calçada e o salão interno, sob a liderança de Gabi Guerriero. O foco é um bar de vinhos com inspiração espanhola, sem rigidez. A carta reúne rótulos nacionais e internacionais, com faixa de preços entre 140 e 280 reais e vinho do dia por 36 reais.
Entradas como brócolis tostado com amêndoas e escabeche de sardinha aparecem ao lado de pratos como porco ibérico com feijão branco. O nome faz referência à pomba, símbolo do centro, na tentativa de trazer leveza ao entorno.
Serviço: Av Ipiranga, 200 – lojas 67 e 68 | ter a qui 12h-00h, sex e sáb 12h-00h, dom 12h-18h. Instagram: paloma_sp
Jantar no Brisa do Baru
O Brisa do Baru abre espaço compacto no Copan, com um balcão de 12 lugares. Dagoberto Torres lidera o projeto, que busca dialogar com o edifício ao priorizar peixe e frutos do mar de forma simples e imediata.
Destaques do cardápio incluem Chora Patacón e uma seleção de latinhas com sardinha. O formato do balcão aproxima quem cozinha de quem come, integrando o Copan ao ecossistema gastronômico do dia.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – loja 46 | ter a qui 12h-15h30 e 19h-22h30, sex e sáb 12h-22h30, dom 12h-17h. Instagram: brisdobaru
Saideira no Fel
O Fel, bar intimista com cerca de 25 lugares, fecha o roteiro com coquetéis clássicos pouco revisitados. A carta apresenta drinks históricos como St Shiro, Claring e Canaletto, todos a 56 reais, com foco em técnica tradicional.
Fábio Dias comenta que o Copan atrai gente de modo significativo, inclusive quem passa pela rua e entra por curiosidade. O bar celebra a diversidade de vizinhos e a característica do centro como atrativo.
Serviço: Av. Ipiranga, 200 – térreo, 69 | qui a ter 17h-00h, sex 17h-01h, sáb 12h-01h, dom 14h-22h. Instagram: fel.sp
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