- Faixa de pedestres completa 29 anos no Distrito Federal, mantendo-se como referência de travessia segura, mas com problemas de manutenção, visibilidade e iluminação.
- Moradores de Vicente Pires e Taguatinga relatam faixas apagadas e postes com iluminação inadequada, dificultando a percepção de pedestres, especialmente à noite.
- O DER-DF diz que existem cerca de seiscentas cinquenta faixas sob sua responsabilidade e que, em 2025, foram investidos aproximadamente R$ 780 mil em revitalização.
- O Detran-DF aponta queda de mortes por atropelamento de 266 em 1996 para 82 em 2025, com apenas uma morte ocorrida em decorrência da sinalização.
- A UnB ressalta que faixas bem sinalizadas reduzem atropelamentos entre 25% e 40%, desde que haja visibilidade, iluminação e fiscalização adequadas.
Um marco da cidadania no trânsito do Distrito Federal completa 29 anos neste mês: a faixa de pedestres zebrada. Mesmo com avanços, a manutenção e a visibilidade da sinalização ainda geram preocupações entre moradores e especialistas.
Na região de Vicente Pires, a situação é citada como grave por quem convive diariamente com a travessia. A falta de manutenção faz com que a pintura apareça apagada, levando carros a frear em pontos próximos a pais com crianças.
Em Taguatinga, a iluminação precária da sinalização também é apontada como risco. Comerciantes relatam que postes defeituosos reduzem a visibilidade e aumentam a dificuldade de identificação de pedestres, incluindo crianças e idosos.
Dados oficiais apontam que há cerca de 650 faixas sob a responsabilidade do DER-DF. Em 2025, foram investidos aproximadamente 780 mil reais em serviços de revitalização, segundo o órgão.
O Detran-DF destaca a importância histórica da faixa para a redução de atropelamentos. De 1996 a 2025, as mortes por atropelamento caíram de 266 para 82, uma queda de 69%, com apenas uma morte ocorrida sobre a sinalização.
Relatos locais também sinalizam que, mesmo com a expansão da frota, as faixas contribuíram para reduzir fatalidades. Hoje Brasília conta com quase 2,5 milhões de veículos, mais de 2,5 vezes a frota de 1996, mantendo o desafio da fiscalização.
Para a pesquisadora da UnB, a faixa é mais do que uma marca no asfalto: é um contrato visual entre motoristas e pedestres. A deterioração compromete esse acordo, elevando a probabilidade de atropelamentos devido à menor visibilidade e percepção de risco reduzida.
Especialista aponta que iluminação, contraste e condições climáticas afetam a eficácia da travessia. Noite e chuva reduzem a percepção de onde está a faixa, aumentando a vulnerabilidade de pessoas idosas, crianças e com mobilidade reduzida.
Mesmo diante dos desafios, estudos indicam que faixas bem sinalizadas reduzem atropelamentos entre 25% e 40%. A solução não é apenas repintar, mas aprimorar visibilidade, iluminação, acessibilidade e fiscalização constante.
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