- Musk procurou Greg Brockman em 25 de abril para sondar um acordo com a OpenAI, dois dias antes do julgamento no tribunal federal de Oakland.
- A conversa teria continuity: Musk avisou que, se insistissem, eles seriam “os homens mais odiados da América”; a OpenAI busca usar a mensagem como evidência de motivação no processo.
- A OpenAI pediu autorização ao juiz para apresentar depoimento de Brockman sobre a suposta mensagem, sem mostrar o print da conversa.
- O documento também cita um processo anterior envolvendo Musk para evidenciar um padrão de comportamento; a ação busca US$ 150 bilhões e a destituição de Altman e Brockman.
- O julgamento recomeça em Oakland, com Brockman previsto para testemunhar; o caso é acompanhado com transmissão ao vivo pelo YouTube.
O caso envolvendo Elon Musk e a OpenAI ganha um novo capítulo pouco antes do julgamento em Oakland. Segundo documentos, Musk entrou em contato com o presidente da OpenAI, Greg Brockman, em 25 de abril, para sondar um possível acordo, dois dias antes do início da audiência no tribunal federal da cidade. A discussão ganhou tom confrontacional após a recusa da OpenAI em aceitar a trégua.
De acordo com a defesa da OpenAI, a conversa serviria como evidência de motivação e viés do bilionário, sugerindo que ele buscava prejudicar a empresa concorrente. O lado opositor afirma que a mensagem mostraria uma intenção de coagir os diretores para forçar uma desistência de ambas as partes.
A OpenAI apresentou requerimento no último fim de semana para que o tribunal permita a utilização dessa evidência, destacando que a mensagem indica que Musk pretendia transformar Brockman e Altman nos “homens mais odiados da América” caso o acordo não fosse fechado. A defesa não planeja apresentar o print da conversa, apenas o depoimento de Brockman.
Contexto
A ação de Musk, movida em 2024, acusa a OpenAI e seus dirigentes de terem abandonado a missão original sem fins lucrativos para beneficiar grandes incentivadores, incluindo a Microsoft. Musk foi cofundador da OpenAI em 2015, deixou o conselho em 2018 e passou a investir na XAI, que se integrou à SpaceX em um acordo avaliado em US$ 1,25 trilhão.
A OpenAI descreveu o processo como uma disputa movida por motivações competitivas, citando ressentimentos do empresário pela saída da organização. O documento recente reforça essa leitura, apresentando a troca de mensagens como evidência de uma possível tentativa coercitiva.
O que está em jogo
O pleito envolve uma indenização de US$ 150 bilhões contra OpenAI e Microsoft, além de pedidos para destituir Altman e Brockman de cargos executivos e desfazer parte da estrutura sem fins lucrativos da OpenAI. O caso é apresentado como uma batalha entre concorrentes no setor de IA, com desdobramentos futuros para o ecossistema tecnológico.
Conexões judiciais
O relatório relaciona o caso ao Pampena v. Musk, processo envolvendo investidores do Twitter. Em março, um júri considerou Musk culpado de enganar investidores, e o parecer cita uma ameaça associada a negociações de acordo. A OpenAI solicita que esse contexto seja levado em consideração para evidenciar a motivação de Musk.
A expectativa para a próxima fase
O julgamento recomeça nesta semana em Oakland, com a fase de depoimentos ainda em curso. Musk encerrou três dias de depoimento, e Brockman deve iniciar seu testemunho. A audiência será transmitida ao vivo pelo YouTube, segundo o cronograma divulgado pela Justiça.
Entre na conversa da comunidade