- Áudios divulgados mostram uma patroa em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, revelando agressões contra uma faxineira de 19 anos, grávida de cinco meses, no dia 17 de abril.
- A jovem Samara relata que foi acusada de roubar joias e que a violência incluiu espancamento e uso de uma arma por um homem não identificado, que entrou na casa para “ajudar”.
- Segundo os relatos, as agressões teriam durado cerca de uma hora, com a vítima sendo forçada a procurar um anel supostamente escondido pela casa; o anel foi encontrado no cesto de roupas sujas.
- Samara procurou a polícia no dia seguinte, fez boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito, que confirmou múltiplas lesões, incluindo marca na testa.
- A aggressora já responde a mais de dez processos na justiça; em 2024 foi condenada por calúnia ao acusar falsamente uma ex-babá de roubo de joias. A Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou sobre a ação do policial citado nos áudios.
O áudio obtido de um grupo de mensagens revela uma acusação de violência contra uma jovem faxineira de 19 anos, grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A suposta patroa descreve espancamento, intimidação e uso de arma por cerca de uma hora, ocorridos em 17 de abril, dentro da residência onde a vítima trabalhava.
Segundo relatos, a agressora afirma que a agressão teve início após a jovem ser acusada de roubar joias, em especial um anel. Acompanharam as ações, de acordo com o áudio, um homem não identificado que aportou com uma arma para intimidar Samara e ajudar na violência.
Samara registrou boletim de ocorrência na delegacia no dia seguinte e passou por exame de corpo de delito que apontou múltiplas lesões, incluindo um impacto na testa. Ela afirmou que a polícia poderia ter sido acionada por meio de um conhecido entre os agentes, de acordo com as gravações.
Detalhes da versão policial e defesa
A versão apresentada formalmente pela suspeita, via boletim, é distinta: ela afirma ter encontrado as joias na bolsa da vítima e que a jovem fugiu após o confronto. A TV Mirante divulgou os áudios que trazem as declarações da agressora.
A Secretaria de Segurança Pública não respondeu até o momento sobre a participação de um policial citado nos áudios. O espaço da reportagem permanece aberto para atualizações oficiais. A agressora já responde a mais de dez processos, segundo informações da Polícia.
Histórico e contexto
Entre os processos, consta uma condenação por calúnia em 2024, relacionado à acusação falsa contra uma ex-babá de roubo de joias. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o andamento de outros casos.
A vítima não comentou publicamente sobre o conteúdo dos áudios, e a polícia reforça que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias e confirmar a participação de terceiros.
Entre na conversa da comunidade