- A gamescom latam 2026 funciona como vitrine para a indústria brasileira de jogos, com foco em ampliar a visibilidade dos títulos nacionais para o público brasileiro.
- A Abragames celebra o maior estande já realizado pela associação, com mais de 30 jogos, incluindo 14 em booths privativos e 24 em rotação da aceleradora da Brazil Games.
- Patrícia Sato destaca que a Brasilidade é força dos jogos nacionais e vê isso como ferramenta de soft power para mudar percepções globais sobre o país.
- O projeto, antes chamado Brazilian Game Developers, passou a se chamar Brazil Games para simplificar a comunicação internacional, mantendo parceria com a ApexBrasil.
- Aceleradora e parcerias internacionais (Xbox, Sony, LatamVG, IGDA, Execution Labs, Nordicity) visam preparar estúdios brasileiros para o mercado global, com expectativa de nova safra de jogos em 2026.
A Abragames aposta em mostrar ao Brasil que a produção nacional abrange mais do que títulos voltados ao exterior. Na gamescom latam 2026, o objetivo é ampliar a visibilidade dos jogos brasileiros entre o público local, segundo Patrícia Sato, gerente executiva da Brazil Games.
Ela participou de entrevista ao SBT News durante o evento, destacando que há uma percepção de consumo centrada em jogos mainstream no Brasil. Patrícia enfatizou a importância de evidenciar a produção autoral em forte crescimento.
A presença da Abragames na feira marca o recorde de jogos expostos pela associação. São mais de 30 títulos, com 14 em booths privativos e outros 24 em rotação, vindos da aceleradora da Brazil Games.
Brasilidade como força dos games nacionais
Para Patrícia, o crescimento de jogos com cultura, história e regionalidades brasileiras é mais que criativo; é uma ferramenta de soft power. A executiva afirma que o Brasil pode mudar a percepção global sobre si.
Ela ressalta que a diversidade cultural nasce da miscigenação e da capacidade de adaptação do país. A cultura brasileira, segundo ela, se traduz de forma positiva no ambiente de negócios internacional.
Exemplos citados incluem jogos baseados em literatura brasileira, ancestralidade, religiões afro-brasileiras e a relação entre culturas japonesa e brasileira na Liberdade, em São Paulo. A interatividade é apontada como vantagem única dos games.
Aceleradora e a internacionalização
Patrícia detalhou a mudança de nome do projeto Brazilian Game Developers para Brazil Games, visando simplificar a comunicação internacional. O programa facilita a internacionalização da indústria, em parceria com a ApexBrasil, com recursos públicos e próprios.
O projeto existe há 13 anos e acompanha uma indústria dinâmica, com mais de mil estúdios no país. O desafio é alcançar também empresas menores, muitas localizadas fora dos grandes centros.
A aceleradora é considerada crucial para preparar estúdios para dialogar com publishers, investidores e parceiros globais, tornando o crescimento mais estável e sustentável.
Parcerias e conectividade com o mercado global
A Abragames e a Brazil Games mantêm relações com grandes empresas e entidades internacionais, como Xbox, Sony, LatamVG, IGDA, Execution Labs e Nordicity. O papel da associação é criar um ecossistema propício para conexões de mercado.
Patrícia afirma que essas conexões beneficiam não apenas o Brasil, mas o público global, ao promover renovação no mercado de jogos. A ideia é ampliar oportunidades para desenvolvedores nacionais.
Expectativas para 2026 e próximos passos
A executiva permanece otimista com a exportação de jogos nacionais e acredita que 2026 pode marcar uma nova safra de lançamentos. Além da presença internacional, destaca ações para aproximar público, desenvolvedores e mercado.
Entre as ações previstas estão programas de capacitação, webinars, novas aceleradoras e iniciativas de aproximação entre produtores e consumidores, visando ampliar o alcance das produções brasileiras.
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