- Edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, São Paulo, projetado por Siegbert Zanettini, destacou-se pela estrutura metálica exposta e cores vibrantes desde a inauguração em 1997.
- A construção representa um diálogo entre o pós‑modernismo e o movimento high tech, com interior aberto, pele de vidro e uma escada amarela marcante que integra leitura do conjunto.
- O tombamento do prédio foi aprovado pelo CONPRESP em 2024, mas segue em disputa após recurso dos proprietários; em 2026 houve mobilização pública a favor da preservação.
- O debate envolve entidades como Docomomo São Paulo, Instituto de Arquitetos do Brasil, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e CAU/SP, além de preservacionistas e da comunidade.
- Em 2021 a unidade da Rua Groenlândia foi demolida; em 2025 a Escola Superior de Propaganda e Marketing passou a administrar a instituição, mantendo o foco pedagógico no edifício.
Em Higienópolis, São Paulo, o edifício da Escola Panamericana de Arte e Design, na Avenida Angélica, é pauta de debate entre órgãos de patrimônio. Projetado por Siegbert Zanettini, o conjunto de aço, vidro e cores vibrantes inaugurou em 1997 e é tema de tombamento em análise desde 2021.
A escola, criada por Enrique Lipszyc, ganhou projeção internacional pela linguagem construtiva que expõe a estrutura metálica e valoriza a relação com o entorno. Ao longo de décadas, o projeto acompanhou mudanças de sede e consolidou uma narrativa de experimentação espacial ligada à prática pedagógica.
A construção atual no centro de Higienópolis difere de projetos anteriores da Panamericana, com leitura do espaço marcada pela circulação visível e pela abertura entre interior e exterior. A escada amarela, a permeabilidade de áreas em vidro e o pátio inglês compõem a identidade do conjunto.
História da edificação
A trajetória da escola começou em 1963, na Rua Augusta, com foco em artes, desenho e quadrinhos. Nomes consagrados do Brasil passaram por suas salas, reforçando a ideia de integração entre ensino e prática profissional.
A unidade da Groenlândia, nos anos 1980, ampliou o conceito de arquitetura como parte do aprendizado. A nova sede, na Avenida Angélica, consolidou o uso de estrutura metálica e vidro como linguagem dominante, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
Situação do tombamento
Em 2021 o CONPRESP iniciou o processo de tombamento, aprovado em 2024 por maioria no conselho. Proprietários recorreram, contestando a relevância do edifício, mantendo o processo em aberto. Organizações da arquitetura defendem a manutenção do tombamento.
A discussão ganhou adesão da sociedade civil e de entidades técnico-cíveis, que destacam a importância do patrimônio para a memória urbana. Em abril de 2026 ocorreu o Desenhoço, mobilização coletiva pelo tema, com participação do próprio autor do projeto.
No dia 27 de abril de 2026 foi realizada nova reunião do CONPRESP para julgar o recurso dos proprietários. A votação sobre a continuidade do tombamento foi adiada, mantendo o estágio de incerteza. O futuro do tombamento segue em aberto até nova decisão.
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