- O Tribunal do Júri de Samambaia julgará, em 21 de maio, o comerciante Francisco Evaldo de Moura, 56 anos, pelo homicídio de Adriano de Jesus, 50, ocorrido em 6 de fevereiro de 2025.
- A motivação do crime foi uma disputa por vaga de estacionamento na Quadra 408; o réu é acusado de homicídio qualificado.
- A acusação pede a pena máxima, com quatro qualificadoras: motivo fútil, perigo comum, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.
- Adriano era empresário ligado ao transporte escolar e foi morto com quatro disparos, após o agressor confrontar vizinhos e perseguir a vítima.
- A viúva, Elaine Ferreira, afirmou ao Correio que o caso destruiu a rotina da família e que espera a pena máxima para que haja justiça.
O comerciante Francisco Evaldo de Moura, 56, vai a júri popular em 21 de maio pelo assassinato do empresário Adriano de Jesus, 50. O crime ocorreu na Quadra 408, em Samambaia Norte, após uma discussão por uma vaga de garagem.
Segundo a acusação, o caso teve motivação fútil e envolveu uso de arma de fogo. A defesa pode sustentar versões divergentes, mas a acusação aponta qualificadoras que elevam a pena.
A família de Adriano, representada pela viúva Elaine Ferreira, 59, descreve o episódio como um ponto de virada na vida deles. Ela relembra o momento em que o vizinho invadiu o lote e atirou, ceifando a vida do marido, que era empresário do transporte escolar.
O crime
De acordo com a investigação da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), a confusão começou quando o filho da vítima estacionou em frente à casa do agressor. Câmeras de segurança registraram o confronto e a confrontação que levou aos disparos.
Adriano tentou acalmar a situação, mas foi perseguido pelo suspeito, que efetuou quatro disparos nas costas, pescoço e tórax. O empresário morreu no local; o autor dos disparos fugiu e foi identificado posteriormente.
A comunidade descreveu Francisco como alguém com histórico de conflitos por questões territoriais na região. Adriano, conhecido pela atuação no transporte de alunos e por participação religiosa, era figura pública na cidade.
Gabriel Ferreira, filho do casal, lembrou o apoio do pai aos seus sonhos, incluindo a entrada na faculdade de agronomia. A família afirmou que planejava deixar a residência, ainda que enfrente insegurança e tristeza pela perda.
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