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Judeu perdoa terrorista que matou seu pai em ataque na praia da Austrália

Judeu que perdeu o pai no ataque de Bondi perdoa o terrorista, sinalizando reconciliação em meio ao aumento do antissemitismo na Austrália

Ya'akov Tetleroyd e seu pai Borris. (Foto: Reprodução/CBN News).
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  • Ya’akov Tetleroyd perdoou o terrorista que matou seu pai, Borris Ya’akov Tetleroyd, no ataque à praia de Bondi durante Hanukkah, em 14 de dezembro de 2025.
  • Borris morreu durante o ataque; Ya’akov foi baleado, mas sobreviveu.
  • Ele decidiu perdoar para não cultivar amargura e citou ensinamentos da fé judaica sobre lidar com o ódio.
  • A atitude surpreendeu a comunidade judaica em Sydney e o público australiano.
  • Dados indicam um crescimento do antissemitismo na Austrália: 387% entre 2022 e 2024, com picos de 420% a 600% logo após o ataque; cerca de 117 mil judeus vivem no país.

Um ataque a tiros na praia de Bondi, em Sydney, resultou na morte de Borris Ya’akov Tetleroyd e de outras 14 pessoas durante o festival Hanukkah em 14 de dezembro de 2025. Ya’akov Tetleroyd viu o pai ser morto ao seu lado e sobreviveu aos ferimentos. Meses depois, ele perdoou o terrorista envolvido, abrindo espaço para um gesto incomum de reconciliação.

Segundo Tetleroyd, o perdão não é uma aceitação da violência, mas uma forma de não deixar o ódio dominar a vida. A decisão (segundo ele) surgiu para impedir a raiz de amargura em seu coração, mantendo o foco na própria saúde emocional e na fé.

A violência ocorreu durante uma celebração judaica na praia, atraindo atenção internacional. A motivação do ataque permanece em apuração pelas autoridades australianas, que investigam o caso e seus desdobramentos legais.

Aumento do antissemitismo na Austrália

Relatório conjunto da Organização Sionista Mundial e da Agência Judaica revela aumento expressivo de incidentes antissemitas na Austrália entre 2022 e 2024, de 387%. Após o ataque de Bondi, a curva de ódio subiu cerca de 600%.

Nos dois dias seguintes ao massacre, houve pico de manifestações de ódio, com episódios de violência verbal e física em espaços públicos. Antes do ataque, a média diária de menções antissemitas era de aproximadamente 3.000 nas redes sociais; no dia do atentado, saltou para 17.100 e, no dia seguinte, superou 21.500.

Dados do Jewish News Syndicate indicam que cerca de 117 mil judeus vivem na Austrália, representando menos de 0,5% da população. A maior concentração está em Sydney e Melbourne.

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