- SP teve 86 feminicídios entre janeiro e março de 2026, o maior volume da série histórica para o período.
- O total representa alta de 41% frente ao primeiro trimestre de 2025 e 72% ante 2022.
- O interior do estado registrou o maior crescimento, com 60 casos e alta de 76,5% em relação a 2025.
- No Brasil, houve aumento de 9,1% entre 2022 e 2025, e São Paulo teve crescimento regional de 43% no mesmo intervalo.
- Sinais de alerta incluem controle e isolamento, ciúmes, humilhação, ameaças, controle financeiro, invasão de privacidade e responsabilização da vítima.
O primeiro trimestre de 2026 registrou um recorde de feminicídios em São Paulo. Entre janeiro e março, foram 86 casos no estado, o que equivale a uma mulher morta a cada 25 horas. A soma é a maior já apurada para o período, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública com apoio do Instituto Sou da Paz.
O interior de São Paulo concentrou o maior crescimento, com 60 feminicídios no trimestre, alta de 76,5% ante 2025. No conjunto do Brasil, o período apresentou aumento de 9,1%, mas São Paulo respondeu por boa parte desse avanço regional, com crescimento de 43% no estado entre 2022 e 2025.
A análise aponta que os casos de violência não aparecem de forma isolada. Em muitos casos, sinais de alerta podem ter sido observados antes do desfecho grave, o que reforça a importância de reconhecer comportamentos de risco no namoro.
Sinais de alerta que não podem ser ignorados
- Controle e isolamento: o parceiro monitora onde você vai e com quem fala, afastando-a de amigos e familiares.
- Ciúme disfarçado de cuidado: frases como faço isso porque te amo revelam dominação.
- Humilhação constante: críticas, apelidos depreciativos e piadas cruéis minam a autoestima.
- Ameaças e intimidação: qualquer fala que provoque medo é sinal grave.
- Controle financeiro: impedir que você trabalhe ou administre o próprio dinheiro.
- Invasão de privacidade: exigir acesso a celular, redes sociais e e-mails.
- Culpabilização: fazer você se sentir responsável pela raiva ou agressões.
Como buscar ajuda com segurança
Se você ou alguém próximo corre risco, existem caminhos seguros. Ligue 180, central de atendimento à mulher, 24 horas, gratuita e sigilosa em todo o país. Em situação de risco imediato, ligue 190 para a Polícia Militar. Registre ocorrência na Delegacia da Mulher e peça medida protetiva. Centros de assistência social oferecem apoio jurídico e psicológico sem custo. Aplicativo Direitos Humanos BR permite denúncias de violência de forma anônima.
Você merece um relacionamento que promova cuidado e segurança. Se surgirem angústias ou medo, confiar no instinto é o primeiro passo para buscar ajuda. Compartilhe este conteúdo para alcançar quem precisa no momento adequado.
Entre na conversa da comunidade