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Famílias deixam prédio na Oscar Freire; construtora mira aluguel das unidades

Reintegração de posse remove famílias do Edifício Peixoto Gomide; construtora planeja reformar as unidades para aluguel, sem demolir o imóvel

Viatura da Pm em frente ao edifício Peixoto Gomide, entre as ruas Peixoto Gomide e Oscar Freire, nos Jardins, zona oeste de São Paulo, durante reintegração de posse nesta quarta (6)
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  • Reintegration of possession ocorreu pela manhã no Edifício Peixoto Gomide, nos Jardins, SP, com as 33 famílias deixando o prédio após 20 anos de ocupação.
  • O proprietário majoritário, a construtora Santa Alice, afirma que vai reformar as unidades para aluguel, sem demolir o edifício.
  • A Polícia Militar fez inspeção por volta das 6h; os pertences foram retirados e o prédio será limpo e os acessos fechados.
  • A construtora foi acusada de incentivar a ocupação para pressionar venda; duas proprietárias resistiam à venda, mas não estavam presentes no momento da reintegração.
  • Laudo da Defesa Civil aponta problemas graves no edifício, como mofo, instalações improvisadas e risco de desabamento, reforçando o contexto de disputas judiciais e preservação do imóvel.

O Edifício Peixoto Gomide, localizado no cruzamento das ruas Oscar Freire e Peixoto Gomide, nos Jardins, passou por reintegração de posse na manhã desta quarta-feira. O imóvel, ocupado por famílias desde 2006, será reformado para aluguel, segundo o proprietário majoritário.

Ao todo, 33 famílias compartilhavam cômodos em condições precárias no prédio art-déco, construído na década de 1950. Com autorização judicial, as ocupações começaram a deixar o local já na véspera, e, por volta das 6h, a Polícia Militar confirmou que todos os pertences haviam sido removidos.

A gestão do empreendimento envolve a construtora Santa Alice, que detém sete das nove unidades. Um dos donos acompanhou a ação e informou que não haverá demolição, com foco em reformar os apartamentos para aluguel. As duas unidades restantes pertencem a proprietários que não estavam presentes.

Segundo o Ministério Público, o centro Gaspar Garcia acompanhou o caso, enquanto a prefeitura afirma que moradores recebem auxílio-aluguel e acesso a serviços de assistência social, além de programas de renda básica e educação infantil. Assim, não houve ocupação no prédio após a reintegração.

Por volta das primeiras horas, o prédio passou por limpeza e teve as entradas fechadas. De acordo com moradores da região, a saída das famílias ocupantes trouxe sensação de alívio, avaliando que o local voltará a funcionar como residencial, após as reformas.

Histórico do imóvel aponta que a Santa Alice comprou unidades há cerca de 26 anos com a intenção de demolir o edifício e erguer um prédio de luxo. A resistência de dois proprietários impediu a demolição, alimentando controvérsia sobre o papel da ocupação na pressão por venda.

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