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Grupo ligado a facção usa festas e delivery para esconder tráfico no DF

Polícia Civil do Distrito Federal desarticula grupo ligado ao Terceiro Comando Puro, que usava festas comunitárias e delivery para traficar drogas e lavar dinheiro

Viaturas da Polícia Civil do Distrito Federal | Foto: Divulgação/PCDF
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação para desarticular organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Samambaia, com cerca de 200 policiais e 39 mandados, sendo 14 prisões preventivas e 25 buscas e apreensões.
  • A investigação aponta atuação na QR 421, com estrutura sofisticada para manter o tráfico e dificultar a atuação policial, além de uso de comércios de fachada para esconder drogas e lavar dinheiro.
  • O grupo divulgava cardápios de drogas via redes sociais e entregava por delivery, com entorpecentes ocultos em embalagens de delivery, como as do McDonald’s, e pagamentos eram feitos por PIX a terceiros.
  • A organização tentava conquistar apoio da comunidade com ações assistencialistas, incluindo festas financiadas em datas como Dia das Mães e Dia das Crianças.
  • Há suspeita de ligação com o Terceiro Comando Puro; símbolos da facção foram encontrados, e um investigado foi encontrado morto no Lago Paranoá em fevereiro; os envolvidos podem responder por tráfico, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro, com penas somando mais de 35 anos.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira uma operação para desarticular uma organização criminosa armada investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Samambaia e Ceilândia. Cerca de 200 policiais cumpriram 39 mandados, sendo 14 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. A ação visou frear a atuação da organização na região.

A investigação, conduzida pela 26ª Delegacia, aponta que o grupo atuava principalmente na QR 421 e possuía estrutura sofisticada para manter o tráfico e dificultar a atuação policial. O conjunto criminoso ainda buscava ampliar o domínio territorial na área.

Além da venda de entorpecentes como crack, cocaína, lança-perfume, haxixe e maconha, a organização utilizava comércios de fachada para ocultar drogas e lavar dinheiro proveniente do tráfico.

Delivery de drogas

As apurações indicam que o grupo divulgava cardápios de drogas por redes sociais e aplicativos de mensagens, realizando entregas no sistema delivery. Em alguns casos, entorpecentes eram escondidos em embalagens de delivery do McDonald’s.

Pagamentos eram efetuados por PIX para contas de terceiros, usados como laranjas para dificultar o rastreamento financeiro.

Violência e possíveis vínculos

Mesmo buscando uma imagem de proximidade com a comunidade, a investigação relaciona o grupo a violência, com relatos de integrantes ostentando armas de grosso calibre e investigações sobre casos ligados ao “tribunal do tráfico”.

Durante as apurações, um investigado foi encontrado morto no Lago Paranoá, em fevereiro deste ano; as circunstâncias seguem sob apuração.

A PCDF também investiga possível ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção do Rio de Janeiro, com símbolos da facção detectados em imóveis ligados aos investigados.

Os envolvidos podem responder por tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de capitais, com penas que, somadas, podem superar 35 anos de prisão.

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