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Professor francês é investigado por conceder a si mesmo prêmio falso

Investigação apura se professor francês criou e atribuiu a si mesmo medalha de filologia, prêmio fictício que pode ter alavancado sua carreira

The professor's award was proudly exhibited on the website of a non-existent International Society of Philology
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  • O professor francês Florent Montaclair, de Besançon, é investigado por ter criado e se entregado sozinho a uma Gold Medal of Philology, prêmio de Philipsoria, via uma Sociedade Internacional de Filologia supostamente inexistente.
  • A cerimônia de 2016, na Assembleia Nacional de Paris, contou com ministros e laureados do Nobel; havia notícia anterior de que ele estava entre os finalistas.
  • Montaclair também afirmou ter doutorado em literatura francesa pela University of Philology and Education, sediada em Lewes, Delaware, universidade que não existe.
  • A investigação ganhou impulso após ele indicar o philólogo Eugen Simion como próximo premiado; Noam Chomsky, então com oitenta e oito anos, participou de um evento em Bruxelas e recebeu uma medalha honorária do suposto instituto.
  • A universidade onde ele lecionou por vinte anos o suspendeu // a polícia vasculhou a residência dele em fevereiro; o Ministério Público precisa decidir se houve crime.

Um professor francês está sob investigação por supostamente criar um prêmio Nobel-style de filologia para, em seguida, premiar a si mesmo. Florent Montaclair, de Besançon, no leste da França, recebeu a Medalha de Ouro de Filologia em 2016, numa cerimônia na Assembleia Nacional, em Paris.

A cerimônia contou com a presença de ministros e laureados do Nobel. No entanto, a premiação, assim como a instituição que a alegadamente concedia, a International Society of Philology, teriam sido criações de Montaclair para ampliar seu currículo acadêmico.

Início da fraude e pistas

A investigação aponta que o esquema começou em 2015, quando um jornal local de Besançon publicou matéria sobre Montaclair em lista de candidatos ao Nobel. O relato indicava o seu destaque entre os cinco finalistas.

Em dezembro, haveria vencido o prêmio, e a cerimônia ocorreria em Paris no ano seguinte. O episódio ganhou novo capítulo quando Montaclair presenteou o filósofo e linguista Noam Chomsky, aos 88 anos, com uma medalha de ouro honorária atribuída pela mesma sociedade fictícia.

Desdobramentos e verificação de fontes

Vídeos da suposta cerimônia circulam na internet, assim como a página da sociedade, que lista laureados desde 1967, incluindo Umberto Eco. A qualidade questionável do site levantou dúvidas entre observadores.

Paralelamente, Montaclair afirma possuir um doutorado em literatura francesa emitido por uma instituição chamada University of Philology and Education, em Lewes, Delaware, sem registro reconhecido. A autoridade policial investiga a veracidade da instituição.

Investigação oficial e consequências

A Procuradoria de Besançon informou que investiga a existência do prêmio como possível violação de leis. A universidade onde Montaclair lecionou por cerca de 20 anos suspendeu-o, de forma indefinida.

O promotor responsável mencionou a hipótese de que a suposta honraria poderia ter impulsionado a carreira do docente. Caso não haja crime definido, o caso pode ficar inédito de acordo com os elementos disponíveis.

Declarações e próximos passos

Montaclair afirmou, segundo fontes, que a medalha de ouro seria uma criação meramente acadêmica e que houve divulgação pela imprensa local. A defesa sustenta que a produção de um prêmio sem validade legal não configura crime, conforme as informações reunidas até agora.

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