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Hospital registra maioria de atendidos com até 6 anos sofrendo agressões em casa

Violência contra crianças é precoce: 67% das vítimas têm até 6 anos, 64% são abusos sexuais, ocorrendo principalmente em casa e com recorrência em 34% dos casos

Descubra como identificar sinais de abuso e proteger crianças
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  • Em 2025, o Hospital Pequeno Príncipe registrou 637 atendimentos de bebês, crianças e adolescentes com suspeita de maus-tratos e abusos.
  • A violência sexual é a principal ocorrência, presente em 64% dos casos, atingindo majoritariamente crianças na primeira infância (67% até 6 anos; um terço até 3 anos).
  • Setenta e dois por cento das agressões ocorrem no ambiente doméstico e 34% dos registros indicam recorrência, ou seja, violência que se repete ao longo do tempo.
  • A Campanha Pra Toda Vida já soma mais de dez mil atendimentos em vinte anos, com crescimento de 126% na série histórica.
  • Denunciar é proteger: denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais Disque 100, 181 e 156 (Curitiba).

A violência contra crianças permanece um padrão persistente no Brasil, segundo dados da Campanha Pra Toda Vida, do Hospital Pequeno Príncipe. Em 20 anos de atuação, o conjunto de atendimentos ultrapassou 10 mil casos, destacando uma ocorrência precoce e frequente dentro do ambiente doméstico. A análise de 2025 revela crescimento no volume e indica áreas-chave de intervenção.

Em 2025, o Hospital registrou 637 atendimentos de bebês, crianças e adolescentes com suspeita de maus-tratos e abusos. Dentre as conclusões, a violência sexual aparece em 64% dos casos, atingindo sobretudo a primeira infância: 67% das vítimas tinham até 6 anos, e um terço tinha até 3 anos. Além disso, 72% das agressões ocorreram no lar, e 34% dos registros indicam recorrência.

Casos extremos ajudam a dimensionar o problema: a vítima mais nova com indícios de abuso sexual tinha apenas 6 meses; houve ainda um bebê de 10 dias internado com múltiplas lesões. Esses números revelam que a violência é muitas vezes íntima, silenciosa e difícil de identificar, exigindo vigilância de adultos e atuação qualificada da rede de proteção.

O que mudou em duas décadas

A campanha evoluiu de uma ação de conscientização para um movimento estruturado, com foco em prevenção, formação de profissionais, mobilização social e uso de dados. Ao longo dos anos, o tema da violência digital e o protagonismo infantil passaram a integrar a pauta, ampliando o alcance das ações.

Ao todo, o Hospital Pequeno Príncipe acompanhou mais de 10 mil atendimentos, com aumento de 126% na série histórica. Em 2026, a motifação é Proteger a infância é compromisso de todos, enfatizando a participação da sociedade na proteção de crianças e adolescentes.

Ação integrada e diálogo

Em maio, ocorreu o encontro Diálogos sobre Proteção de Crianças e Adolescentes, reunindo representantes de saúde, assistência social, justiça e organizações da sociedade civil para fortalecer a atuação integrada. Segundo a diretora-executiva do hospital, Ety Cristina Forte Carneiro, é essencial que todos os atores sociais estejam atentos e atuem para enfrentar a violência.

Como denunciar e agir

A denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de violência. Pode ser feita de forma anônima pelos seguintes canais: Disque 100 em nível nacional, 181 no Paraná e 156 em Curitiba.

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