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Motorista de Porsche que matou motorista de app tem júri marcado para outubro

Júri popular do empresário envolvido em acidente que matou motorista de aplicativo fica para outubro; defesa cita medidas cautelares suficientes e indícios de embriaguez a 156 km/h

Fernando Sastre de Andrade Filho, réu por homicídio, vai a júri em outubro
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  • O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para 29 de outubro o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, réu por homicídio qualificado e lesão corporal em acidente envolvendo motorista de aplicativo.
  • O acidente ocorreu na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por volta das duas da madrugada, quando o Porsche colidiu na traseira de um Renault Sandero, matando a vítima Ornaldo Silva Viana.
  • A perícia indicou que o empresário dirigia a 156 km/h e há indícios de consumo de bebidas alcoólicas; o caso também envolve danos a um passageiro que estava no banco do Porsche.
  • Sastre permanece preso preventivamente desde maio de 2024 e responde a oito medidas cautelares, incluindo depósito de fiança de R$ 500 mil, proibição de dirigir e de contatar testemunhas.
  • A defesa afirmou que as medidas cautelares já seriam suficientes, pedido que foi negado pela Justiça, que mantém a prisão com base em indícios de embriaguez.

O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu o júri popular para 29 de outubro deste ano, envolvendo o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho. Ele é acusado de homicídio qualificado e responde por lesões contra Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro. O caso ocorreu em 31 de março de 2024, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, após uma colisão com um carro de aplicativo.

Sastre dirigia um Porsche e, segundo a perícia, estava a 156 km/h no momento do acidente. A vítima, Ornaldo Silva Viana, motorista de aplicativo, morreu no Hospital Municipal do Tatuapé. O empresário permanece preso preventivamente desde maio de 2024 e responde também por lesões corporais contra Rocha.

Nos últimos anos, a defesa tentou oito pedidos de liberdade, todos negados pela Justiça. O advogado Jonas Marzagão afirmou que as medidas cautelares já impostas, como fiança de R$ 500 mil, proibição de dirigir e contato restrito a testemunhas, seriam suficientes. A Justiça apontou indícios de embriaguez no momento da colisão.

Defesa e próximos desdobramentos

A defesa não foi localizada neste domingo para comentar o caso. O processo segue para condução do júri, com testemunhas e instruções a dependerem da acusação. As informações oficiais indicam que o crime teve repercussão midiática, sem, contudo, revelar novas apurações.

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