- Quatro investigadores da Polícia Civil foram alvo de uma operação da Corregedoria na manhã desta terça-feira, 12 de maio de 2026.
- A apuração indica que os agentes teriam extorquido Fábio Oliveira Silva, apontado como integrante da quadrilha responsável pelo sequestro de Marina da Silva Souza, mãe do ex-jogador Robinho, em 2004.
- Fábio, que hoje estaria envolvido com o tráfico de drogas, procurou a Corregedoria para denunciar a abordagem ocorrida no dia 2 de abril, afirmando que homens se identificaram como policiais civis e entraram sem mandado.
- A Justiça determinou a prisão temporária dos investigados e o bloqueio de até R$ 2 milhões, enquanto a Corregedoria abriu apuração para investigar a conduta dos agentes e cumprir mandados relacionados ao caso.
- O sequestro da mãe de Robinho, ocorrido em Praia Grande, durou cerca de 41 dias e terminou com a libertação após pagamento de aproximadamente R$ 200 mil em resgate.
Quatro investigadores da Polícia Civil foram alvo de uma operação da Corregedoria nesta terça-feira (12). A ação envolve denúncias de extorsão envolvendo Fábio Oliveira Silva, suspeito de integrar a quadrilha responsável pelo sequestro da mãe de Robinho, Marina da Silva Souza, ocorrido em 2004. A apuração aponta que colegas teriam exigido vantagem financeira em troca de favores durante a investigação.
Fábio Oliveira Silva procurou a Corregedoria para registrar a denúncia de uma abordagem policial recebida no dia 2 de abril. Segundo o relato, homens que se passaram por policiais entraram em sua residência sem apresentação de mandado judicial. O material foi encaminhado às autoridades competentes para apuração de conduta.
A Justiça decretou a prisão temporária dos quatro investigadores e determinou o bloqueio de até 2 milhões de reais. A Corregedoria manteve o uso de medidas de garantia para a condução do inquérito e pediu cumprimentos de mandados relacionados ao caso.
Operação da Corregedoria
O caso envolve novamente o sequestro que marcou o futebol brasileiro, ocorrido em Praia Grande, na zona leste da Grande São Paulo. Marina da Silva Souza foi mantida em cativeiro por 41 dias e libertada após o pagamento de cerca de 200 mil reais em resgate. A época, Robinho atuava pelo Santos e ficou sem entrar em campo após a notícia chegar ao atleta.
Na época, o atacante decidiu não iniciar a partida diante de Criciúma, mantendo a liderança do Brasileirão sob risco. O episódio teve grande repercussão no cenário esportivo nacional e atraiu atenção de clubes europeus que monitoravam o jogador.
As informações atuais apontam para uma nova frente de investigação sobre possível conduta irregular dentro da própria polícia. As autoridades não se pronunciaram sobre prazos de conclusão nem sobre a identificação de novos investigados no caso.
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