- A lipoescultura usa gordura do próprio paciente, removida de uma região e enxertada em outras para remodelar o contorno e a definição muscular, não funcionando como emagrecimento.
- O procedimento é comum para realçar glúteos e pode ser usado na volumização de mamas, sendo uma opção para quem não quer implantes.
- Atualmente, a lipoaspiração é a segunda cirurgia plástica mais realizada no mundo, com 2,08 milhões de procedimentos em 2024, e o Brasil aparece entre os dois primeiros países em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos.
- O Dr. Mário Warde ressalta que a expressão “lipoescultura” é amplamente difundida na mídia, mas envolve técnicas de lipoaspiração com enxertos, exigindo conhecimento anatômico e cuidadosa avaliação preoperatória para evitar riscos, como tromboembolias gordurosas.
- Os resultados podem permanecer estáveis entre oitenta e noventa por cento em até dez anos, dependendo da técnica usada pelo cirurgião e do estilo de vida do paciente.
A lipoescultura remete à remodelação corporal por meio da remoção de gordura localizada do próprio paciente, com o objetivo de definir contornos e proporções. O procedimento pode incluir enxerto de gordura em diferentes regiões para criar maior harmonia estética.
Segundo o Dr. Mário Warde, cirurgião plástico, a lipoescultura combina retirada e reposicionamento da gordura. O termo é visto como midiático, não técnico, mas descreve a prática de esculpir o corpo através da lipoaspiração seguida de enxertia.
A técnica é indicada conforme o perfil físico e o objetivo de definição. Em geral, atende pessoas com traços atléticos que desejam realçar estruturas musculares já existentes, sem foco no emagrecimento.
Definição e aplicações
A unidade de gordura pode ser retirada de regiões com acúmulo e repositionada em áreas musculares como glúteos, bíceps, tríceps e panturrilhas. O uso mais procurado é o aumento de glúteos e a volumização de mama sem implantes.
Dados da indústria indicam que a lipoaspiração é a segunda cirurgia plástica mais realizada no mundo. Em 2024, foram registrados 2,08 milhões de procedimentos, com alta de 36,8% desde 2020, segundo a ISAPS.
No Brasil, o procedimento é o mais realizado no país e o segundo em números globais, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A diferença reflete a ampla adoção de técnicas de contorno corporal.
Riscos, planejamento e durabilidade
O médico alerta para riscos como tromboembolias gordurosas, quando gordura entra em vasos grandes, potencialmente atingindo pulmões. A conversa entre cirurgião e paciente é obrigatória para esclarecer eventos adversos.
O planejamento cirúrgico é individualizado e envolve exame físico detalhado, para alinhar queixas, possibilidades anatômicas e o melhor tipo de tecnologia. O objetivo é traçar um plano terapêutico realista.
O pré-operatório não difere de outras cirurgias, mas a lipoescultura é considerada entre as mais agressivas pela extensão envolvida. A escolha de um hospital adequado e de uma equipe experiente reduz riscos e aumenta segurança.
Resultados estimados indicados pelo Dr. Mário Warde apontam manutenção da gordura enxertada entre 80% e 90% ao longo de até 10 anos. Fatores como técnica, estilo de vida e inflamação vascular influenciam a durabilidade.
A prática é indicada para homens e mulheres que desejam refazer o contorno corporal, incluindo pessoas com diferentes percentuais de gordura. A definição depende da técnica e do planejamento individualizado.
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