- A Polícia Civil de São Paulo resgatou mais de mil animais que seriam vítimas de maus-tratos ligados a desafios no Discord, ocorridos no primeiro trimestre deste ano.
- A maioria dos ataques envolve gatos; segundo a chefe do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), 90% das ocorrências são contra gatos e filhotes.
- As investigações utilizam quebra de sigilo para localizar os responsáveis, incluindo um adolescente em Fortaleza que foi interceptado pela polícia antes de cometer o ato.
- Os dados mostram aumento dos maus-tratos contra gatos, passando de 175 ocorrências em 2024 para 340 em 2025, com expectativa de crescimento em 2026.
- O Discord afirma ter políticas rígidas de moderação; as autoridades destacam o papel da plataforma como porta de entrada para crimes maiores e orientam as famílias a buscar apoio psicológico, com responsabilização conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para menores e penas de um a cinco anos para crimes envolvendo adultos.
A Polícia Civil de São Paulo resgatou mais de mil animais que seriam vítimas de zoosadismo em redes sociais, com destaque para o Discord. De acordo com as autoridades, a plataforma serve como palco para crimes contra animais, principalmente gatos, descritos por investigadores como o início de crimes na internet.
O resgate ocorreu no primeiro trimestre deste ano. A maior parte das ações criminosas acontece em servidores privados do Discord, segundo a chefe do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), delegada Lisandréa Salvariego. O objetivo é interromper planejamentos antes que haja dano aos animais.
Em casos apurados pela imprensa, havia indícios de planejamento de violência contra animais iniciado em ambientes online. A delegada afirmou que, após pedidos de quebra de sigilo, foi possível localizar suspeitos e agir rapidamente, citando atuação em Fortaleza como exemplo de cooperação entre unidades.
Contexto e desdobramentos
Dados apurados apontam alta de maus-tratos contra gatos, com 175 ocorrências em 2024 e 340 em 2025. A expectativa é de novos registros em 2026, caso não haja medidas preventivas.
Especialistas destacam que o zoosadismo pode abrir portas para outros crimes online, como estupro virtual ou indução a comportamentos violentos. Jovens são apontados entre os envolvidos, o que leva autoridades a orientar famílias sobre apoio psicológico e monitoramento de conteúdos digitais.
Papel das plataformas e respostas institucionais
O Discord afirma possuir políticas rígidas de moderação e ferramentas de fiscalização para coibir conteúdos prejudiciais. A plataforma aponta investimentos em tecnologia para criar um ambiente mais seguro para usuários brasileiros.
No âmbito legal, adolescentes envolvidos podem responder segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, com punições que vão desde advertência até internação. Adultos podem responder por maus-tratos a animais, corrupção de menores e associação criminosa.
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