- Ricardo Kotscho recebe pela segunda vez o Troféu Audálio Dantas, por Brasil: Nunca Mais, livro lançado em mil novecentos e oitenta e cinco.
- A entrega acontece no oito de junho, às dezenove horas e trinta, no auditório do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo.
- O prêmio inclui uma escultura de Laerte, com a imagem de um São Jorge enfrentando o Dragão da Maldade.
- Brasil: Nunca Mais foi escrito por Kotscho, Dom Paulo Evaristo Arns, Frei Betto e Paulo Vannuchi, com base em processos da Justiça Militar reunidos clandestinamente.
- O Troféu Audálio Dantas, criado em duas mil dezesseis, homenageia jornalistas pela defesa da liberdade de expressão; Kotscho já venceu a premiação em mil e vinte e quatro, tornando-se bicampeão.
Ricardo Kotscho será premiado pela segunda vez com o Troféu Audálio Dantas, em reconhecimento ao seu trabalho no livro Brasil: Nunca Mais, lançado em 1985. A entrega está marcada para o dia 8 de junho, às 19h30, no auditório do Sindicato dos Jornalistas, em São Paulo.
Além do troféu, os premiados receberão uma escultura da cartunista Laerte, que retrata um São Jorge representando um repórter enfrentando o Dragão da Maldade. A homenagem é organizada por Sérgio Gomes, que coordena o evento desde 2016.
Kotscho começou no jornalismo em 1964, ano do golpe militar, e considera Brasil: Nunca Mais o trabalho mais importante de seus 62 anos de carreira. A obra resultou de cópias de processos da Justiça Militar, reunidas clandestinamente por advogados ao longo de seis anos, com lançamento em julho de 1985 pela Editora Vozes.
O livro foi escrito por Kotscho, Dom Paulo Evaristo Arns, Frei Betto e Paulo Vannuchi. A iniciativa contou com a coordenação de Dom Arns, que faleceu em 2016, e denunciou torturas durante o regime militar. Outros nomes ligados ao projeto também ganharão homenagens no Troféu Audálio Dantas.
Kotscho atua hoje como colunista do UOL e participa do UOL News às terças e quintas, além de participar das reuniões de pauta diárias da equipe. Ele soma 78 anos e destaca que o reconhecimento remete ao início da carreira ao ganhar, em 1967, seu primeiro prêmio jornalístico.
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