- Áudios atribuídos ao cantor Ed Motta, gravados antes do tumulto no restaurante Grado, no Jardim Botânico, RJ, passam a integrar inquérito da Polícia Civil como injúria por preconceito.
- O episódio teve início após cobrança de taxa de rolha; Motta estaria com grupo maior, levaram sete garrafas de vinho, cinco foram consumidas e a conta passou de R$ 7 mil.
- Câmeras registraram Motta arremessando uma cadeira, e um garçom teria sido atingido; a polícia investiga também agressões físicas envolvendo amigos do cantor após a saída.
- Nas gravações, o artista supostamente usa insultos ligados à origem nordestina, como “paraíba” e “vai tomar no c… seu filho da p… paraíba”; Motta nega xenofobia e diz ter respeito pelos nordestinos.
- A defesa afirma que ele deixou o local antes das agressões e que o caso segue com depoimentos e imagens para conclusão do inquérito; pode haver pena de prisão pelo crime de injúria por preconceito.
O caso envolve o cantor Ed Motta e um incidente em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. Áudios atribuídos a Motta já são parte do inquérito da Polícia Civil, que investiga injúria por preconceito. O registro ocorreu após confusão ocorrida naquela noite.
Segundo a investigação, a discussão teve início após cobrança de taxa de rolha, prática adotada pelo restaurante quando clientes levam bebidas próprias. O grupo de Motta, que esteve acompanhado, consumiu várias garrafas e gerou uma dívida superior a sete mil reais.
Testemunhas afirmam que Motta reagiu de forma agressiva ao ser cobrado, chegando a arremessar uma cadeira dentro do salão. Um garçom ficou ferido de raspão e a polícia apura possíveis agressões físicas envolvendo amigos do cantor e outros clientes.
As gravações revelam insultos direcionados a um funcionário pela origem nordestina, com menções pejorativas. A vítima e testemunhas relatam ter ouvido xingamentos repetidos, inclusive diante de clientes presentes no local.
A defesa do artista sustenta que Motta não teve intenção de xenofobia e que a cobrança o deixou irritado. O cantor afirma ser neto de baiano e bisneto de cearense e diz manter respeito pelos nordestinos, segundo a defesa.
Após a saída do restaurante, investigadores analisam mensagens enviadas por Motta. Em uma delas, o cantor pede desculpas pela cadeira arremessada, mas mantém críticas ao atendimento e ao funcionário envolvido.
A polícia continua reunindo imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas para esclarecer os fatos. O caso é investigado como injúria por preconceito, tipificada pela Lei 7.716/89, com possibilidade de formalização de indiciamento.
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