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Curadoria nas redes sociais vira ingrediente essencial na gastronomia

Painel no São Paulo Innovation Week mostra como excesso de informação e influenciadores redefinem a gastronomia, elevando a curadoria e a credibilidade jornalística

SPIW. Foto: Taba Benedicto/ Estadão
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  • O painel no São Paulo Innovation Week discutiu como excesso de informação, influenciadores e algoritmos mudaram a comunicação na gastronomia.
  • A mediação ficou por conta de Danielle Nagase, com a participação de Patricia Ferraz e Deni Block para debater o tema.
  • Ferraz destacou que, hoje, qualquer pessoa pode opinar e que a curadoria se tornou essencial para separar recomendações de publicidade e opinião.
  • Block afirmou que a evolução da gastronomia depende da comunicação, que permite aos chefs e estabelecimentos construir canais de contato com o público e educar o consumidor.
  • O debate reforçou que a divulgação deve ser planejada antes da inauguração de negócios, não basta ter apenas um prato bom.

O São Paulo Innovation Week discutiu o papel da curadoria na gastronomia e como a volta da credibilidade se tornou essencial em meio ao volume de informações. O painel A Comunicação Como Forma de Fomento ao Setor e Informação ao Leitor reuniu Patricia Ferraz, Deni Block e a mediação de Danielle Nagase. O debate ocorreu no evento promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Faap.

Ferraz ressaltou que as redes ampliaram vozes e transformaram a comida em conteúdo para telas, o que aumenta a necessidade de curadoria. Segundo ela, a multiplicidade de opiniões exige critérios de apuração e independência para manter a credibilidade jornalística. A fala destacou ainda o ritmo acelerado de tendências nas redes.

Block defendeu que a comunicação impulsiona a gastronomia brasileira. Ela citou que chefs e estabelecimentos passaram a criar canais diretos com o público, fortalecendo consumidores mais informados. O debate apontou que a comunicação educa o público, fortalece pequenos negócios e constrói reputações duradouras.

Nagase reforçou que a crítica gastronômica continua a cumprir função de serviço público, indo além do entretenimento. Ela explicou que a prestação de serviço envolve recomendar restaurantes com responsabilidade, apurando dados e experiências. A mediadora enfatizou a importância de olhar quem financia o veículo, não apenas a relação com o restaurante.

Block disse que a comunicação deve preceder inaugurações. A executiva afirmou que o investimento em divulgação é tão essencial quanto a operação, para que o público conheça o conceito e o cardápio. Ferraz concordou, destacando que assessorias atuam como consultorias estratégicas.

O painel teve como objetivo esclarecer como o setor pode continuar se reinventando, mantendo transparência e foco no leitor. A discussão reforçou que a comunicação é parte integral da gastronomia contemporânea e do relacionamento com o público, segundo os participantes. Fonte: Estadão.

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