Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jovens buscam injetáveis enquanto mulheres maduras seguem caminho oposto

Mulheres acima de cinquenta priorizam envelhecimento natural e saúde, recuando de procedimentos invasivos e buscando identidade própria

Chanel | Cruise 2027 — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Dados globais de 2024 mostram quase oito milhões de aplicações de toxina botulínica e mais de seis milhões de preenchimentos, com cerca de 1,8 milhão em pessoas entre 18 e 34 anos (baby botox).
  • No Brasil, o país é o segundo maior tutor em procedimentos estéticos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
  • Surge um movimento de mulheres maduras que favorece saúde, naturalidade e identidade, reduzindo ou evitando intervenções invasivas.
  • Exemplos como Betty Gofman (61), Patricia Pinheiro (57) e Sandra Chayo (50) representam caminhos que valorizam cuidado pessoal e menor uso de química.
  • Especialistas destacam a pressão estética da era digital como fator de ansiedade, defendendo envelhecer com equilíbrio, autonomia e opções não invasivas.

Nos consultórios de dermatologia, jovens de 20 e poucos anos buscam aplicações de toxina botulínica para prevenir marcas. A prática, conhecida como baby botox, faz parte de uma rotina de cuidado cada vez mais comum entre adolescentes e adultos jovens.

Um levantamento global da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostra que, em 2024, foram quase 8 milhões de aplicações de toxina botulínica e mais de 6 milhões de preenchimentos. Entre 18 e 34 anos, houve cerca de 1,8 milhão de procedimentos de botox preventivo. No Brasil, o país ocupa o segundo lugar no mundo em procedimentos estéticos, atrás apenas dos Estados Unidos, e lidera em cirurgias plásticas.

Essa expansão convive com impactos na saúde mental, segundo especialistas. A pressão por padrões de juventude e a exposição a imagens digitais elevam a ansiedade e distúrbios de imagem, segundo a psiquiatra Ana Clara Floresi. Ela afirma que a busca por um rosto sem sinais de envelhecimento pode levar a uma insatisfação constante com o próprio corpo.

Movimento de recuo e escolhas conscientes

Na prática, cresce o grupo que evita procedimentos injetáveis. Nas redes, hashtags como BotoxFree reúnem pessoas que defendem uma relação mais natural com o envelhecimento. Atrizes como Naomi Watts e modelos citadas aparecem como referências, junto a mulheres comuns, que relatam dificuldade em manter essa decisão diante da cultura da juventude.

Entre elas, está a atriz Betty Gofman, 61 anos, que privilegia manter a expressão facial sem intervenções. A artista ressalta a importância de preservar a identidade e o estado de saúde, ainda que pense às vezes em alterar o rosto. A jornalista Patricia Pinheiro, 57, também optou por não fazer botox, preferindo manter seu rosto como está, com foco em bem-estar e aceitação.

Perspectivas de profissionais e caminhos alternativos

Empresária Sandra Chayo, 50, simboliza o movimento de mudança de foco: priorizar estética natural com tratamentos sem química e ginástica facial, mantendo a vaidade como parte de um estilo de vida. A especialista em opinião pública Cila Schulman, 64, comenta que o consumismo influencia decisões estéticas, destacando a necessidade de refletir sobre o que é essencial para cada pessoa.

A cirurgiã plástica Alessandra Haddad observa que muitas pacientes buscam um retorno ao envelhecimento natural, com menos volume e mais qualidade de pele. Roseli Siqueira, cosmetóloga, defende ativos naturais e massagens faciais para respeitar a história da pele. Paola Pomerantzeff alerta para o risco de referências pouco realistas vindas de imagens filtradas.

Conclusões em aberto sobre o cuidado com a pele

Especialistas destacam que a maturidade envolve escolhas que conciliam identidade, autonomia e bem-estar. Novas abordagens terapêuticas não invasivas, como lasers, radiofrequência e ultrassom microfocado, são oferecidas como alternativas. O consenso é seguir com realismo, reconhecendo limitações das referências visuais.

Em síntese, a busca por envelhecimento saudável ganha espaço para quem decide manter a autenticidade. O debate envolve saúde, bem-estar e respeito às escolhas individuais, sem impor padrões externos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais