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Madrasta e avó são presas pela morte de menino torturado em SP

Madrasta e avó são presas em SP por participação na morte de menino de 11 anos, mantido acorrentado em casa; pai já havia sido preso

O 50º DP (Itaim Paulista) fica localizado na Rua Tibúrcio de Sousa, 760, zona leste de São Paulo
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  • A madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, e a avó paterna, Aparecida Gonçalves, foram presas em SP por suspeita de participação na morte do menino de 11 anos.
  • As duas admitiram à polícia ter conhecimento da privação de liberdade da criança, mantida acorrentada em casa, e o pai já havia sido preso na segunda-feira (11).
  • A menina Kratos Douglas era mantida com corrente de metal presa ao pé da cama; as familiares tentaram justificar o método como forma de evitar fugas.
  • A avó confirmou que também prendia a corrente e que o neto apresentava magreza extrema e lesões nas pernas provocadas pelo uso das correntes; o pai também foi preso previously.
  • No dia da morte, as mulheres relataram que a criança estava debilitada e acionaram o SAMU apenas após o agravamento do estado de saúde; Polícia Civil fará coletiva de imprensa no 50º Distrito Policial do Itaim Paulista para detalhar as investigações.

O caso que chocou a região do Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo, ganhou desdobramentos relevantes nesta semana. A madrasta do menino de 11 anos e a avó paterna foram presas na noite de quarta-feira, sob suspeita de participação na morte da criança, vítima de maus-tratos com sinais de tortura.

A Polícia Civil informou que as duas admitiram ter conhecimento da privação de liberdade do garoto, mantido acorrentado dentro da residência. O pai, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante na segunda-feira (11). As prisões ocorreram como desdobramento das investigações.

Camilla Barbosa Dantas Felix, madrasta, e Aparecida Gonçalves, avó paterna, foram detidas após esclarecimentos prestados à polícia. Segundo depoimento, o menino Kratos Douglas era amarrado a uma corrente de metal ao pé da cama, prática alegadamente usada para evitar fugas.

As investigadoras destacaram que as acusadas tentaram justificar a violência alegando que o método visava impedir a fuga da criança. Porém, o relato também revela a participação da avó na instalação das correntes, e a gravidade das lesões associadas ao castigo físico.

Na data do óbito, as responsáveis afirmaram que o menino estava debilitado, sem reagir, e acionaram o SAMU apenas após o agravamento do estado de saúde. A equipe médica de emergência encontrou a criança já sem vida, no quarto ao lado da cama, com sinais de maus-tratos.

A casa possuía sistema de câmeras e foi periciada. Policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e a corrente usada para prender Kratos. A Secretaria de Segurança Pública já sinalizava, no início da semana, que familiares com conhecimento da situação estavam sob investigação.

A Polícia Civil informou que, na coletiva de imprensa agendada para esta quinta-feira (14), no 50º Distrito Policial do Itaim Paulista, detalhará o andamento das investigações e novas informações relevantes sobre o caso.

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