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Mãe que deixou recém-nascida no lixão fala pela primeira vez

Mãe é identificada e indiciada por homicídio qualificado, após recém-nascida ser encontrada em mochila dentro de sacola no lixão de Manacapuru; menina não resistiu

Mãe que deixou sua recém-nascida no lixão falou
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  • A mãe de 28 anos foi identificada e indiciada por homicídio qualificado após deixar a filha recém-nascida em um lixão em Manacapuru, Amazonas.
  • A bebê foi encontrada em uma mochila dentro de uma sacola por catadores de lixo, ainda respirando, após ficar cerca de duas horas e meia no caminhão de lixo.
  • A criança foi levada ao Hospital Regional de Manacapuru, recebeu atendimento, mas não resistiu e morreu.
  • A mãe confessou o crime, alegando ter medo da reação da família e dizendo que não sabia que estava grávida até o parto.
  • Ela ainda não está presa em flagrante, pois passa por cuidados médicos devido a uma hemorragia; o caso segue para apreciação da Justiça.

A mãe que abandonou sua bebê recém-nascida em um lixão em Manacapuru, Amazonas, foi identificada e indiciada por homicídio qualificado. A criança foi encontrada em uma mochila dentro de uma sacola, por coletores de lixo, na segunda-feira, 11 de maio, ainda respirando, no lixão da cidade.

A bebê foi encaminhada ao Hospital Regional de Manacapuru, mas não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que a criança ficou aproximadamente duas horas e meia dentro do caminhão de coleta antes de ser despejada no lixão, onde foi encontrada por catadores.

Identificação da mãe e indiciamento

Na quarta-feira, 13 de maio, a mãe, uma mulher de 28 anos, foi identificada e indiciada pelo crime. A delegada Joyce Coelho informou que houve confissão durante o atendimento médico; segundo ela, há evidências que comprovam o parto serena na residência da suspeita. A polícia descreveu que houve sangue nos lençóis e no quarto.

Ela relatou ter tido o parto entre domingo e segunda-feira, pela manhã, e afirmou que colocou a bebê em uma mochila, depois em uma sacola, que foi amarrada. A mãe também teria pedido que a filha de nove anos deixasse a mochila na lixeira para facilitar a coleta pelo caminhão.

A delegada explicou que, apesar da confissão, a Justiça ainda precisa acompanhar o caso. A mulher não permanece presa em flagrante devido a necessidade de cuidados médicos, incluindo hemorragia, mas segue indiciada por homicídio qualificado, e o processo será encaminhado aos órgãos competentes.

A polícia aguarda novas informações e diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e selecionar as medidas cabíveis. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias do parto, a motivação e a eventual participação de terceiros.

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